Idoso acamado após cirurgia relata abandono de assistência domiciliar por UBS em Patos

Família denuncia falta de visitas médicas e de enfermagem mesmo após solicitação; paciente de 79 anos enfrenta dores intensas e complicações no pós-operatório



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Uma família da Vila Mariana, em Patos, denuncia a falta de assistência domiciliar por parte da Unidade Básica de Saúde (UBS) Diego Lucena Camboim a um idoso de 79 anos, que se encontra acamado após uma cirurgia de próstata realizada no último dia 8 de setembro.

Segundo relato da filha, Linalva Araújo Gomes, o paciente enfrenta um pós-operatório delicado, com dores intensas, inchaço nos pés e problemas relacionados à sonda urinária, que apresenta retorno de urina e retenção frequente. Mesmo diante da situação, a família afirma que não tem recebido o suporte necessário da equipe de saúde.

De acordo com a denúncia, a esposa do idoso, de 80 anos, chegou a procurar a unidade solicitando uma visita domiciliar para realização de curativos e avaliação médica. A promessa teria sido de atendimento no dia seguinte, mas, segundo a família, a equipe não compareceu.

Atualmente, os cuidados com o paciente estão sendo realizados por dois filhos, já que outras integrantes da família também enfrentam problemas de saúde. Linalva relata estar em recuperação de uma cirurgia renal, enquanto outra irmã trata um câncer de mama.

A família afirma ainda que não há visitas regulares de agentes comunitários de saúde nem acompanhamento médico domiciliar, mesmo com a impossibilidade do paciente de se deslocar até a unidade. “Ele não tem condições de sair de casa, sente muita dor e depende totalmente de quem está com ele”, relata.

Diante da gravidade do quadro, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado. Conforme o relato, a equipe que atendeu a ocorrência teria reforçado que o acompanhamento domiciliar é uma atribuição da atenção básica.

A situação tem causado sofrimento emocional ao idoso, que, segundo a família, chega a chorar com frequência devido às dores e ao sentimento de abandono. “Ele sempre foi ativo, não ficava parado, e agora se sente desamparado”, disse a filha.

A família cobra providências e reforça que o atendimento domiciliar, especialmente em casos de pacientes acamados, é um direito garantido no âmbito da atenção básica em saúde.

A reportagem deixa espaço aberto para que a Secretaria Municipal de Saúde e a coordenação da UBS Diego Lucena Camboim se pronunciem sobre o caso.