A comunidade escolar da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Rio Branco, em Patos, tem enfrentado uma rotina de reclamações relacionadas ao calor excessivo dentro das salas de aula. Segundo relatos de estudantes, a situação se agravou após uma reforma realizada na unidade escolar no ano passado, que previa melhorias estruturais e a possível climatização dos ambientes.
De acordo com os alunos, antes da reforma cada sala contava com quatro ventiladores que garantiam maior circulação de ar. Após as intervenções, que incluíram troca de telhado, melhorias em banheiros, substituição de portas e intervenções no teto, a expectativa era de que a escola avançasse para a instalação de ar-condicionado. No entanto, até o momento, apenas duas salas contam com climatização: a sala da direção e a sala dos professores.
Ainda conforme os relatos, houve a retirada de dois ventiladores das salas, o que reduziu a ventilação para apenas dois equipamentos em turmas com cerca de 30 alunos ou mais. Os estudantes afirmam que o ar não circula de forma adequada, deixando parte da turma sem ventilação direta, o que também afeta os professores.
Professores e alunos relatam desconforto intenso, com queixas de suor excessivo e mal-estar já nos primeiros minutos de aula. A situação, segundo a comunidade escolar, se torna ainda mais crítica em dias de maior calor, impactando diretamente o rendimento das atividades pedagógicas.
Nesta semana, líderes de turma se reuniram com a gestão escolar para expor as dificuldades enfrentadas. Segundo os estudantes, como resposta, teria sido concedida apenas uma redução de cinco minutos no horário das aulas, medida considerada insuficiente diante do problema.
Outro ponto levantado pelos alunos é a dificuldade para realização de atividades preparatórias para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), especialmente para as turmas do 3º ano. Eles afirmam que o ambiente atual não permite concentração adequada, principalmente durante os turnos da tarde, quando o calor se intensifica. Também destacam que o pátio da escola não seria um espaço viável para estudo devido ao barulho e circulação de alunos.
A comunidade escolar defende que haja uma solução mais efetiva para o problema, seja por meio da climatização das salas ou de medidas estruturais que garantam melhores condições de ventilação e conforto térmico para alunos e professores.
O espaço permanece aberto para manifestação da 6ª Gerência Regional de Educação (6ª GRE), órgão vinculado ao Governo do Estado da Paraíba, que poderá se pronunciar sobre as reivindicações apresentadas por alunos e professores da EEEFM Rio Branco, bem como esclarecer as condições estruturais da unidade e eventuais medidas previstas para a melhoria do conforto térmico e das condições de ensino na escola.