Uma diarista denunciou à Polícia Civil, nesta sexta-feira (9), um suposto golpe após a promessa de concessão de um benefício social referente ao vale-gás, em Patos, no Sertão da Paraíba. Segundo o registro policial, Francisca Michely de Sousa Rocha descobriu um empréstimo de R$ 10.000,46 contratado em seu nome, além de três transferências via Pix que totalizam R$ 10 mil.
De acordo com o relato prestado à 2ª Delegacia Distrital de Patos, a denunciante realizava serviços eventuais de engomação de roupas na residência de uma mulher para quem trabalhava. Conforme o depoimento, a patroa teria prometido ajudá-la a conseguir o benefício por intermédio de uma suposta conhecida que seria servidora do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Ainda segundo a denúncia, a mulher e a suposta servidora compareceram à residência da diarista, solicitaram seu CPF, realizaram reconhecimento facial e abriram uma conta bancária em seu nome. A justificativa apresentada, conforme a denunciante, era de que os procedimentos seriam necessários para viabilizar o recebimento do auxílio.
Posteriormente, a mulher descobriu que havia sido contratado um empréstimo de R$ 10.000,46. Com os juros, a dívida ultrapassaria R$ 14 mil, segundo as informações registradas. Ela afirmou à Polícia Civil que não autorizou a operação, desconhecia a contratação e não recebeu o dinheiro. A primeira parcela, no valor de R$ 915,66, tem vencimento previsto para 12 de novembro de 2026.
Ao consultar o aplicativo bancário, a denunciante identificou três transferências via Pix: R$ 5 mil destinados à mulher para quem prestava serviços, em 29 de setembro; R$ 500 enviados a uma segunda pessoa; e R$ 4.500 transferidos para uma terceira pessoa, ambas em 30 de setembro. A diarista declarou que não realizou nem autorizou as operações e que não conhecia as duas últimas beneficiárias.
A suspeita teria aumentado após a diarista receber mensagens do banco sobre a conta e a entrega de um cartão bancário em outro endereço. Segundo o depoimento, ao procurar a mulher para quem trabalhava, ouviu que se tratava de um golpe e recebeu a orientação de alterar seu endereço de e-mail. Desconfiada, decidiu consultar a movimentação bancária e, após identificar as operações, procurou a Polícia Civil.
O caso foi registrado como suspeita de estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. As circunstâncias relatadas deverão ser apuradas pelas autoridades policiais.