Um tumulto após um disparo de arma de fogo na porta da Universidade Federal de Sergipe (UFS) ocorreu na noite desta quinta-feira (8). No local ocorria uma manifestação a favor da candidatura do presidente Lula (PT). Ninguém ficou ferido.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas correndo. Os relatos apontam que um homem em um veículo fez um disparo de arma de fogo no local. O suspeito, segundo o governo de Sergipe, é o policial Manoel Messias dos Santos, cuja arma foi recolhida. Uma perícia vai fazer exame residuográfico, que serve para detectar resquícios de pólvora, no suspeito.
O ato havia sido convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFS) para promover o debate sobre políticas públicas estudantis, o cenário político-eleitoral brasileiro, a importância do voto da juventude e a participação democrática. Os manifestantes estavam com roupas vermelhas e em referência ao PT e Lula.
A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe informou que atua para garantir que o processo democrático, especialmente neste segundo turno das eleições, transcorra de forma pacífica, com respeito à liberdade de manifestação e à segurança de todos os cidadãos.
A Polícia Civil vai realizar a coleta e análise de imagens de câmeras de segurança da região para identificar o veículo envolvido e esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Repercussão nacional
Nas redes sociais, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, comentou o ocorrido: “URGENTE! Bolsonarista armado dispara contra manifestação de Lula em Sergipe! Zambelli, Roberto Jefferson e agora o atirador de Sergipe… Esse é o Brasil dos Bolsonaristas”, publicou.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, também usou as redes sociais para se manifestar sobre o caso. “É preciso denunciar, com toda clareza, o que está acontecendo novamente. O Brasil já viveu esse roteiro — e conhece suas consequências. Trata-se de violência política: o mesmo ambiente de radicalização que contribuiu para a morte de pessoas inocentes em 2018 e 2022, alimentou o ‘bangue-bangue’ nas ruas e nas redes sociais e culminou na destruição das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 parece estar ganhando força outra vez”, postou.