PM morre após ex-companheira trocar taça de vinho por desconfiar de veneno

A mulher, uma advogada de 48 anos, tinha uma medida protetiva em vigor contra ele



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Brasil 247 – O cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, morreu em circunstâncias ainda não esclarecidas após passar a noite no apartamento da ex-companheira, no bairro de Boa Viagem, na zona sul do Recife. A Polícia Civil investiga a possibilidade de envenenamento, mas a causa da morte ainda depende da conclusão dos exames periciais.

As informações são do Metrópoles. O caso ocorreu na quinta-feira, 11 de junho, e chamou a atenção dos investigadores por uma sequência de circunstâncias consideradas incomuns, entre elas a suspeita envolvendo uma taça de vinho que teria sido trocada durante o encontro.

De acordo com as informações levantadas até agora, o policial foi ao imóvel da ex-companheira depois de deixar o serviço. A mulher, uma advogada de 48 anos, tinha uma medida protetiva em vigor contra ele.

Durante a madrugada e parte da manhã, os dois teriam permanecido no apartamento consumindo bebidas alcoólicas e energético. Em determinado momento, segundo os elementos apurados pela investigação, a mulher desconfiou que sua taça poderia ter sido trocada e decidiu substituí-la novamente.

Horas depois, José Maria começou a apresentar sinais de mal-estar. Relatos colhidos pelos investigadores indicam que o cabo estava com os lábios arroxeados e espuma na boca antes de morrer.

A Polícia Militar foi acionada e equipes foram até o apartamento, onde confirmaram o óbito. As taças usadas pelo casal e amostras das bebidas consumidas no local foram recolhidas para análise pericial.

A ex-companheira do policial foi encaminhada para prestar depoimento. Após ser ouvida pelos investigadores, ela acabou liberada. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou suspeitos nem confirmou oficialmente a hipótese de crime.

O caso passou a ser investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios. A expectativa é que os laudos periciais indiquem se houve intoxicação e, em caso positivo, qual substância pode ter provocado a morte do cabo da PMPE.

A apuração também deverá esclarecer a dinâmica do encontro, o contexto da presença do policial no apartamento e a sequência de fatos que antecedeu o mal-estar. A existência de medida protetiva em favor da ex-companheira é um dos elementos analisados pela investigação.

Enquanto aguarda os resultados técnicos, a Polícia Civil mantém o caso como morte a esclarecer. A definição sobre eventual crime dependerá da conclusão da perícia e da análise dos depoimentos colhidos.