A família do jovem Jardelson Gomes da Silva, de 27 anos, ainda luta por justiça após a sua morte ocorrida na sexta-feira, dia 13 de março de 2026, quando a vítima foi brutalmente espancada na entrada do Hipermercado Mix Mateus, no Bairro São Sebastião, em Patos.
Jardelson era pai de uma garotinha de apenas 3 anos e residia no distrito de Santa Gertrudes, município de Patos. Ele vinha lutando contra o alcoolismo e havia saído de uma clínica de recuperação onde se encontrava em tratamento.
No laudo médico pós-morte, a família foi comunicada de que Jardelson perdeu a vida em decorrência de espancamento. O laudo toxicológico confirmou que a vítima não havia consumido álcool e não havia a presença de qualquer tipo de droga, lícita ou ilícita.
Familiares afirmam que Jardelson enfrentava crises de epilepsia que podiam ser ocasionadas diante de um coágulo na cabeça. O jovem havia passado por perícia médica do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e aguardava resultado em busca de um amparo.
No dia do ocorrido no saguão do estacionamento do Mix Mateus, Jardelson poderia ter enfrentado uma crise epiléptica e isso lhe causou desorientação momentânea. A vítima buscou entrar no estabelecimento, mas foi brutalmente espancada por seguranças do hipermercado. Após as agressões, a Polícia Militar foi acionada e não teria dado os cuidados necessários durante a ocorrência, chegando a algemar a vítima e colocar na viatura sem qualquer cuidado.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou a ser acionado quando Jardelson estava na Delegacia de Polícia Civil de Patos, porém, de acordo com os familiares, de forma tardia, pois tal medida deveria ser tomada quando ele estava com vida no Mix Mateus, onde foi espancado.
“Ele estava ainda em desorientação devido à crise, foi até a porta do Mix Mateus e a segurança impediu sua entrada. Jardelson não estava consciente e pode ter se estressado. Neste momento, os seguranças começaram a espancá-lo de forma covarde e ele teve outra convulsão. É isso que achamos e queremos as imagens para confirmar. A delegada já pediu e a empresa não está colaborando”, disse um familiar que pediu para não ser identificado.
Jozivan Antero – Polêmica Patos