Em Patos, roda de conversa debate a crise do sistema capitalista no Dia Internacional dos Trabalhadores

A Praça Getúlio Vargas, no centro de Patos, foi palco de uma profunda discussão sobre a grave crise do sistema capitalista e como ela afeta diretamente os trabalhadores e trabalhadoras […]



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A Praça Getúlio Vargas, no centro de Patos, foi palco de uma profunda discussão sobre a grave crise do sistema capitalista e como ela afeta diretamente os trabalhadores e trabalhadoras ao retirar direitos, impor baixos salários e exigir cargas horárias cada vez mais desgastantes, tais como a 6×1 e imposição da reforma trabalhista, que precarizou mais ainda os direitos antes conquistados.

Nesta sexta-feira, dia 1º de maio, trabalhadoras e trabalhadores de todo o mundo celebram o Dia Internacional dos Trabalhadores. A data é marcada por protestos, debates, reivindicações e também festas promovidas por sindicatos.

De início, antes de abrir para o debate, os presentes fizeram a leitura coletiva de uma matéria do Jornal A Verdade que conclamava “Por uma greve geral pela redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1”. O artigo expõe a dura realidade vivida por milhões de trabalhadores e trabalhadoras e mostra como os representantes dos grandes empresários fazem de tudo para manter a atual jornada e usam os piores políticos do Congresso Nacional para impedir o avanço da lei que reduz a jornada.

Vários presentes usaram o microfone para relatar situações de exploração, a realidade da classe trabalhadora cada vez mais empobrecida e a necessidade de continuar lutando para avançar a consciência e a organização para derrotar o congresso inimigo do povo e mudar o sistema em que vivemos, que privilegia poucos às custas de milhões e milhões de explorados. Por tudo isso, setores mais progressistas defendem uma greve nacional para a redução da jornada de trabalho e por direitos.

A precarização dos direitos e os baixos salários geraram uma dura realidade: atualmente, 72% dos brasileiros estão endividados, sendo que 30% se declaram muito endividados. A exploração dos trabalhadores e trabalhadoras vem gerando adoecimentos físicos e mentais, mas, mesmo com números reais do grave problema, os deputados e senadores representantes das elites querem piorar ainda mais essa situação.

Mesmo reconhecendo avanços, o governo do presidente Lula (PT)  foi criticado por não revogar as reformas trabalhista e previdenciária, além da atual política de alianças com partidos que sempre atacaram os trabalhadores e o povo. Entre críticas e elogios, o debate foi unânime em apontar o bolsonarismo e seus aliados como o que existe de pior na política nacional e precisam ser derrotados.

O evento, que começou às 16h e foi finalizado por volta das 18h, foi avaliado como positivo pela sua realização e por ser resistência em meio ao atual cenário nacional que exige mais debates para elevar a consciência da classe dos trabalhadores e trabalhadoras.

Jozivan Antero – Polêmica Patos