Após impasse com STTRANS, Corrida do Trabalhador é liberada mediante pagamento de taxa em Patos

Organização denunciou cobrança como indevida, mas quitou valor de R$ 1.008 para garantir realização do evento nesta quinta-feira (1º), às 17h



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A tradicional Corrida do Trabalhador, realizada anualmente em Patos no dia 1º de maio, esteve sob risco de não acontecer após um impasse entre a organização do evento e a Superintendência de Trânsito e Transportes (STTRANS). A autarquia havia emitido, na noite da última quinta-feira (30), um ofício negando autorização para a realização da prova.

O documento, assinado pelo superintendente Ítalo Torres, apontava o descumprimento do artigo 67 do Código de Trânsito Brasileiro e do Decreto Municipal nº 158/2025 como justificativa para a proibição. No entanto, segundo o organizador da corrida, o personal trainer Alan Personal, o principal entrave foi a cobrança de uma taxa de “ocupação de solo” no valor de R$ 1.008, considerada por ele indevida.

Alan afirmou que, em seis anos de realização do evento, nunca houve esse tipo de cobrança por parte da STTRANS. Ele sustenta que, conforme o Decreto Municipal nº 041/2026, a competência para arrecadação de valores relacionados ao uso de espaços públicos é exclusiva da Secretaria de Receita e Tributos, e não da superintendência de trânsito.

Apesar da contestação e de relatos de que outras secretarias municipais também consideraram a cobrança irregular, a organização decidiu efetuar o pagamento da taxa para evitar o cancelamento da corrida. A decisão foi tomada diante da iminência do evento e da ameaça de impedimento por parte dos órgãos de segurança.

Com o impasse superado, a Corrida do Trabalhador está confirmada e será realizada nesta quinta-feira (1º), com largada prevista para as 17h.