Os alertas de baixa umidade do ar emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) se tornaram uma constante ao longo de 2026 em Patos e em todo o Sertão da Paraíba. Levantamento com base em registros meteorológicos e publicações regionais indica que os avisos começaram ainda no início do ano e se prolongaram com maior intensidade a partir do meio do ano.
Em janeiro, já havia registros de condições críticas de ar seco em municípios sertanejos, com índices variando entre 20% e 30%, faixa considerada de atenção para a saúde. O cenário se repetiu nos meses seguintes, atingindo cidades como Patos e outras do Vale do Espinharas e regiões vizinhas, dentro do padrão climático típico do semiárido.
A partir de julho, a situação ganha maior frequência. Em 1º de julho, o INMET emitiu alerta para 74 cidades do interior. Dias depois, novos avisos ampliaram a área afetada, chegando a mais de 90 municípios em atualizações sucessivas.
Em vários desses episódios, o INMET apontou níveis de umidade entre 20% e 30%, condição classificada como de “atenção” ou “perigo potencial”, padrão recorrente no Sertão durante o período mais seco do ano. A sequência de alertas praticamente diários em julho evidencia a intensidade do fenômeno em 2026, com impacto direto em cidades como Patos, Sousa, Cajazeiras, Itaporanga e demais polos regionais.
Mesmo após o pico observado no meio do ano, os alertas seguem sendo renovados no segundo semestre, mantendo o Sertão sob influência constante do ar seco. O cenário reforça que, em 2026, a baixa umidade não foi episódica, mas sim persistente, acompanhando o comportamento climático típico da região semiárida.
Além do desconforto térmico, a baixa umidade agrava problemas respiratórios, aumenta casos de irritação nos olhos e vias aéreas e eleva o risco de queimadas em áreas de vegetação seca. O INMET recomenda hidratação constante, redução da exposição ao sol nos horários mais quentes e atenção especial a crianças e idosos, mais vulneráveis aos efeitos do clima seco.