STF derruba “emenda Master” de Hugo Motta; proposta foi alvo de suspeitas de favorecimento a negócios ligados à família de Daniel Vorcaro

Decisão unânime do Supremo considerou a medida inconstitucional por impor destinação obrigatória de recursos privados, enquanto o apelido da proposta ganhou repercussão em meio a questionamentos políticos sobre possíveis impactos no mercado de créditos de carbono



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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, invalidar a chamada “emenda Master”, de autoria do deputado Hugo Motta, que previa a obrigatoriedade de seguradoras e entidades financeiras destinarem parte de suas reservas ao mercado de créditos de carbono. A Corte entendeu que a medida violava princípios constitucionais como a livre iniciativa e a isonomia, ao impor uma aplicação compulsória de recursos privados.

A regra estabelecia a aplicação mínima de 0,5% das reservas técnicas dessas instituições, tendo sido inserida durante a tramitação do marco regulatório do setor. No julgamento, o relator, ministro Flávio Dino, apontou que a exigência representava interferência indevida na atividade econômica e poderia gerar insegurança jurídica em um mercado ainda em consolidação.

O termo “emenda Master” passou a ser utilizado no debate público e na imprensa em referência ao Banco Master. A denominação decorre de interpretações políticas e reportagens que discutiram os possíveis efeitos da medida sobre o mercado de créditos de carbono, incluindo menções a empresas associadas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição.

Durante a tramitação e após a repercussão do tema, parlamentares como o senador Renan Calheiros levantaram questionamentos sobre eventuais impactos da emenda e a possibilidade de direcionamento indireto de recursos.

O caso também ganhou visibilidade em meio a investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador, conduzidas por autoridades como a Polícia Federal. As apurações tratam de suspeitas no âmbito financeiro, ainda em andamento, e sem relação judicialmente estabelecida, até o momento, com a atuação parlamentar de Hugo Motta. A decisão do STF, nesse contexto, encerra a validade da emenda e mantém o debate restrito ao campo institucional e político.

Com informações da Carta Capital, Infomoney e ICL Notícias