Mudança no sentido da Rua Peregrino de Carvalho gera debate entre motoristas e taxistas em Patos

Alteração no fluxo viário que impede circulação sul–norte próximo ao Mercado Central levanta discussões sobre impacto no acesso, no tempo de deslocamento e na dinâmica do transporte local



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A alteração no sentido de circulação da Rua Peregrino de Carvalho, em Patos, está repercutindo entre motoristas, taxistas e comerciantes que utilizam diariamente a via, especialmente no entorno do Mercado Central. A mudança, realizada pela Superintendência de Trânsito e Transporte de Patos (STTRANS), passou a restringir o tráfego no sentido sul–norte, alterando rotas tradicionais de acesso à região.

Antes da intervenção, veículos que saíam da Rua do Prado podiam seguir diretamente em direção à Felizardo Leite, facilitando o deslocamento até o centro comercial. Com o novo modelo de circulação, motoristas precisam buscar rotas alternativas, o que, segundo usuários da via, amplia o percurso e o tempo de deslocamento.

Entre taxistas que atuam na área, há relatos de que a mudança impacta diretamente a dinâmica de trabalho. Eles apontam aumento de quilometragem em trajetos curtos e perda de fluidez nas corridas com destino ao Mercado Central, um dos principais pontos de embarque e desembarque da região.

Condutores também relatam dúvidas sobre os critérios técnicos que fundamentaram a alteração. A avaliação predominante é de que intervenções no fluxo viário deveriam priorizar a redução de conflitos e a melhoria da mobilidade, mas parte dos usuários afirma perceber o efeito inverso em determinados horários.

Outro ponto levantado por motoristas é a possibilidade de deslocamento de pontos de retenção e conflito para vias adjacentes, já que mudanças de sentido podem reorganizar o tráfego e concentrar fluxos em cruzamentos próximos. A preocupação é de que isso impacte a segurança viária, especialmente em áreas de maior movimento comercial.

A STTrans ainda não apresentou, de forma detalhada, as justificativas técnicas amplamente divulgadas sobre a alteração. Enquanto isso, o debate segue entre usuários da via, que cobram avaliação dos impactos práticos da medida e eventual revisão do planejamento, caso os efeitos negativos sobre a mobilidade e o acesso ao centro comercial se confirmem.