Eliane Araújo, professora, doutora e pós-doutora em gestão e engenharia dos recursos naturais, além de presidente da Associação dos Profissionais em Gestão de Educação Ambiental (APGEA), concedeu entrevista nesta segunda-feira, dia 10 de novembro, para esclarecer dúvidas em decorrência do forte calor que atinge o sertão paraibano e outros assuntos fundamentais para a vida no meio ambiente.
No domingo, dia 10 de novembro, Eliane e seu esposo, professor Edme, fizeram o experimento do ovo cozido no asfalto. O casal se deslocou por volta do meio-dia até a BR 230, nas proximidades do Atacadão, e comprovou que o calor do asfalto fritou o ovo em uma média de 45 minutos.
A doutora se disse extremamente preocupada com a destruição do meio ambiente e as consequências para a vida. O forte calor, a baixa umidade do ar, a destruição do semiárido e a ação humana de forma negativa sobre a natureza têm provocado um desequilíbrio sem precedentes na natureza.
A retirada de árvores da zona urbana foi criticada pela doutora. Ela sugeriu a criação de corredores ecológicos arborizados para favorecer umidade e gerar um microclima mais agradável para a cidade de Patos. A gestão da Prefeitura Municipal de Patos não tem apresentado medidas para arborização e a retirada de árvores no centro da cidade piorou ainda mais a situação.
Um dos pontos de destaque da professora foi a questão da justiça climática, pois várias pessoas não têm nem sequer um ventilador em casa, uma moradia digna e sofrem mais ainda com o calor e as consequências da destruição do meio ambiente.
Em uma entrevista profunda, Eliane Araújo falou francamente das questões ambientais e chamou a atenção da sociedade para o momento que estamos vivendo, inclusive com tornados, ausência de chuvas, estiagem severa e outras questões.
Ouça entrevista:

Jozivan Antero – Polêmica Patos