O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), passa bem após ser submetido a uma cirurgia de retirada da vesícula biliar, neste domingo (24). O procedimento aconteceu no Hospital Memorial São Francisco após João dar entrada na unidade sentindo fortes dores abdominais.
De acordo com a Secretaria de Comunicação do estado, a cirurgia aconteceu sem intercorrências e a previsão é que a alta hospitalar do governador aconteça nas próximas 48 horas.
A cirurgia para retirar a vesícula biliar, chamada colecistectomia, está entre as mais realizadas no Brasil. O motivo principal é a presença de pedras na vesícula (o mesmo do governador), que podem causar dor forte e inflamação.
Dados do SUS mostram mais de 1 milhão de cirurgias entre 2015 e 2020. Só nos últimos cinco anos, foram 1,4 milhão de internações por cálculos e inflamações do órgão. Atualmente, a colecistectomia videolaparoscópica — técnica minimamente invasiva — é o padrão-ouro. O método permite recuperação mais rápida e menos dor no pós-operatório.
O que é a vesícula biliar?
A vesícula biliar é um pequeno órgão localizado abaixo do fígado. Sua função é armazenar e liberar a bile, líquido essencial para a digestão de gorduras. Quando cristais se acumulam, formam-se pedras, que podem causar dor intensa e inflamações.
Sintomas de pedras na vesícula
- Dor intensa no lado superior direito do abdome, principalmente após refeições gordurosas;
- Náuseas e vômitos;
- Em casos graves: febre e pele ou olhos amarelados (icterícia).
Quando procurar ajuda médica
- Imediatamente, em casos de dor abdominal contínua, febre ou pele amarelada;
- Imediatamente, em casos de dor lombar insuportável com sangue na urina;
- Para sintomas leves e recorrentes, busque atendimento com clínico geral ou gastroenterologista para avaliação.
Serviço: o que você precisa saber
- Cirurgia mais comum: a retirada da vesícula está entre as operações mais realizadas no Brasil.
- Recuperação: na maioria dos casos, o paciente recebe alta no dia seguinte e retoma atividades leves em poucos dias.
- Prevenção: manter alimentação equilibrada, controlar colesterol e peso ajuda a reduzir o risco de pedras.
- Atenção: não confunda pedra na vesícula com pedra nos rins — são doenças diferentes.
Fontes: Ministério da Saúde, Hospital Israelita Albert Einstein, DATASUS, SciELO