Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) acusa o governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (PP) e o deputado estadual e candidato à reeleição Wilson Filho (Republicanos) de suposto uso da estrutura de escolas estaduais para fins eleitorais.
A ação foi apresentada pelo candidato ao governo Yuri Ezequiel (UP) e também tem como investigados o secretário estadual de Educação, Erivonaldo Alves da Silva, e três diretores de escolas da rede estadual. A petição aponta possíveis casos de abuso de poder político e econômico, conduta vedada a agentes públicos e captação ilícita de votos.
Um dos principais episódios relatados envolve o Instituto de Educação da Paraíba (IEP). Segundo a ação, em agosto, estudantes teriam sido mobilizados durante o horário de aula para participar de uma atividade externa. A petição afirma que 46 alunos assinaram uma lista e 38 foram incluídos em um grupo de WhatsApp para organizar a participação.
Ainda de acordo com a AIJE, a atividade teria sido apresentada como de caráter “político e pedagógico”, mas acabou se transformando em um ato com discursos, pedidos de votos e distribuição de material de campanha.
A ação também cita um encontro envolvendo estudantes do Liceu Paraibano, realizado em 23 de setembro no auditório do SINTEP-PB, com a presença do diretor da escola, Antônio Olegário Fernandes Vieira. O encontro teria sido divulgado nas redes sociais de Wilson Filho.
Outro episódio mencionado é uma série de atividades realizadas em escolas estaduais, incluindo uma “maratona de arraiá”. A petição também cita a Escola Estadual João José da Costa, onde, segundo a ação, a diretora Célia Maria Mendes Nóbrega de Alencar teria relacionado obras e melhorias na unidade à atuação de Wilson Filho.
Yuri Ezequiel pede a investigação dos fatos e, caso as acusações sejam comprovadas, a cassação dos registros ou diplomas de Lucas Ribeiro e Wilson Filho, além da declaração de inelegibilidade. A ação também pede medidas contra os demais investigados.
As acusações ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral.
Outro lado
A defesa do secretário Erivonaldo Alves classificou como “ilações” as acusações de Yuri Ezequiel. Em nota, informou que a pasta é pautada pela “estrita observância à legislação eleitoral e pelo interesse público”. Informou também que aguarda a notificação formal da Justiça Eleitoral e que apresentará os devidos esclarecimentos.
As assessorias de Wilson Filho e do governador Lucas Ribeiro ainda não responderam. O espaço segue aberto.
Por Jornal da Paraíba