O laudo do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos revelou que Bryan Gabriel, bebê de apenas 23 dias de nascido, sofreu 24 perfurações provocadas por instrumento perfurocortante. Segundo o chefe do órgão, Dr. Dionísio Filho, os ferimentos atingiram diversas regiões do corpo, incluindo costas, braços, rosto, tórax e abdômen. O exame também identificou evisceração, com exposição de órgãos abdominais em decorrência das lesões.
De acordo com o médico, a necropsia, realizada pelo perito legista Dr. Woshington Crispim, identificou uma lesão no coração como causa da morte. O óbito ocorreu por anemia aguda provocada por choque hemorrágico, decorrente da perda de sangue. Durante a entrevista, o legista explicou que o processo de hemorragia provoca sofrimento progressivo até a morte.
Durante o exame, também foi coletado material genético da vítima para confronto com possíveis vestígios encontrados na arma apreendida. Conforme Dionísio Filho, o procedimento será realizado pelo Instituto de Polícia Científica (IPC), em João Pessoa, com previsão de aproximadamente um mês para a conclusão. O resultado poderá contribuir para esclarecer a autoria das agressões.
Os pais do bebê, ambos de 19 anos, foram presos e são suspeitos de envolvimento no crime. Segundo informações divulgadas anteriormente, um atribui ao outro a responsabilidade pela morte da criança. A investigação busca esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar quem provocou os ferimentos fatais.