Os empresários de Patos Thamires de Oliveira Delfino e Guilherme Delfino da Silva Neto, conhecido como “Guilherme Premiações”, estão entre os alvos de medidas de bloqueio e sequestro de bens determinadas pela 1ª Vara Regional de Garantias em investigação que apura suspeitas de exploração ilegal de loteria ou jogo não autorizado, lavagem de capitais, fraude eletrônica e organização criminosa.
Os nomes de Thamires e Guilherme aparecem na relação de investigados alcançados pelas medidas judiciais. Uma empresa de apostas ligada aos dois também consta entre os alvos da decisão.
Procurado pelo PODERPB, Guilherme negou qualquer envolvimento dele ou de Thamires com ilegalidades e atribuiu a situação à sociedade mantida com outro empresário.
“É uma situação em que a empresa está no meio porque teve sociedade com um outro sócio, mas eu e Thamires não temos nada a ver com isso, o nosso nome está na lista porque estamos presos na sociedade”, afirmou.
Guilherme também declarou que os dois desconheciam problemas anteriores envolvendo o outro sócio. “Nós éramos sócios, Thamires e eu não sabíamos do passado [dele]. Infelizmente ele tinha esses problemas que também não me vêm ao caso. Se ele teve, ele vai resolver”, disse.
Outro ponto destacado pelo GAECO é o endereço utilizado pela empresa, na Rua Presidente Getúlio Dorneles Vargas, nº 111, Centro, em Cuité. Segundo a investigação, no mesmo imóvel funcionariam, ao menos formalmente, outras empresas ligadas ao setor de apostas que também entraram na mira das autoridades.
A investigação busca esclarecer a estrutura utilizada pelas pessoas físicas e jurídicas envolvidas e eventuais conexões entre empresas que compartilham o mesmo endereço.
As medidas patrimoniais têm caráter cautelar e não representam condenação. O procedimento apura possíveis crimes de exploração ilegal de loteria ou jogo não autorizado, lavagem de capitais, fraude eletrônica e organização criminosa.
Por PoderPB