A jovem Samara Patrícia denunciou que esteve na Unidade de Pronto Atendimento Dr. Otávio Pires de Lacerda (UPA) em busca de atendimento médico após sofrer uma crise alérgica que a deixou debilitada. Ela relatou que chegou por volta das 17h00, passou pela triagem, confirmou a necessidade de intervenção, porém até às 19h30 ainda esperava sentada e decidiu desistir, indo buscar outros meios.
Samara disse que outras pessoas enfrentaram a mesma situação e ficaram sem ser atendidas. A jovem fez coro a outros cidadãos que vêm reclamando da demora e até falta de atendimento médico na UPA do Bairro Liberdade.
A reportagem do Polêmica fez contato com a diretora da UPA, Tássia Rangel, para buscar informações sobre a denúncia. Tássia disse que a UPA atende casos de urgência e emergência e foi implantado o protocolo de Manchester, que classifica os usuários por sistema de triagem. Com o protocolo, as prioridades são dadas aos pacientes mais urgentes e isso tem provocado a demora.
Em outro caso, desta vez em relação ao atendimento na Unidade Básica de Saúde no Bairro Santa Clara, o trabalhador Ítalo Ricardo de Andrade disse que não consegue pegar ficha para consulta noturna, tendo em vista que várias pessoas estão chegando por volta das 13h00 para serem atendidas à noite.
As reclamações de trabalhadores que não conseguem ficha de atendimento à noite nas UBSs que oferecem o programa saúde do trabalhador têm aumentado. As pessoas chegam cedo, pegam fichas e aqueles que deveriam ter prioridade no atendimento acabam ficando fora.
A reportagem tentou contato com o secretário de Saúde do Município de Patos, Leônidas Dias, mas não obteve retorno das mensagens enviadas em busca de resposta para os cidadãos.
Ouça relatos dos cidadãos e a resposta da diretora da UPA:
Jozivan Antero – Polêmica Patos