Falta de macas faz profissionais do SAMU ficarem até 5 horas parados no Hospital Regional de Patos

Os profissionais socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estão enfrentando uma situação de muito desgaste físico e de preocupação em virtude da falta de macas no Hospital […]



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Os profissionais socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estão enfrentando uma situação de muito desgaste físico e de preocupação em virtude da falta de macas no Hospital Regional de Patos devido à superlotação. O problema é ainda maior para as bases descentralizadas que ficam em cidades da região metropolitana de Patos.

A coordenação do SAMU/Patos foi notificada pelo Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região (SINFEMP) cobrando um posicionamento, pois os profissionais socorristas das bases descentralizadas chegam a esperar até 5 horas no Hospital Regional de Patos sem local adequado para descanso, alimentação e higiene.

Por meio de ofício, o SINFEMP cobra da coordenação do SAMU um posicionamento para a solução do problema que vem se arrastando há vários meses pela retenção de macas das ambulâncias no hospital.

Um agravante é que, pelo tempo em que as equipes do SAMU ficam retidas no Hospital Regional de Patos, deixam as cidades que dependem do serviço em descoberto, ou seja, se acontecer um caso de urgência e emergência em saúde, não tem a equipe que possa socorrer no momento por estarem no hospital.

O diretor do Complexo Hospitalar Regional, Francisco Guedes, relatou que a demanda crescente do Hospital Regional de Patos vem causando a superlotação e que se busca meios para ampliar a oferta de vagas, que só será resolvida com a abertura do Hospital de Traumas do Sertão e a finalização das melhorias no próprio regional.

Enquanto o Hospital Regional de Patos não encontra uma solução diante da retenção de macas, o caso segue gerando muitos transtornos. Alguns estados e municípios  já aprovaram leis que proíbem a prática da retenção de macas por hospitais públicos ou privados, mas na Paraíba não existe nenhuma lei contra a prática.

Jozivan Antero – Polêmica Patos