Nos últimos anos, a Câmara dos Deputados tem aprovado reformas que impactam diretamente na vida do povo e dos trabalhadores. A reforma da previdência, aprovada em 2019, durante o governo Bolsonaro, mudou regras para a aposentadoria e trouxe dificuldades para os trabalhadores no momento mais difícil de sua vida após anos de contribuição à previdência.
A reforma trabalhista, aprovada em 2017, durante o governo Michel Temer, precarizou ainda mais as relações trabalhistas e promoveu um verdadeiro desmonte das conquistas da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), criada em 1943. A reforma aprofundou as terceirizações, enfraqueceu a justiça do trabalho e sobrecarregou ainda mais o trabalhador.
Em 2025, o congresso publicou o texto final do Grupo de Trabalho da Reforma Administrativa, que tem como coordenador o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A reforma, caso aprovada, fará um desmonte ao serviço público, trazendo flexibilização de vínculos, perda da estabilidade, alterando o estágio probatório e nas progressões, ampliando a contratação temporária, além de promover cortes e limitações de despesas de órgãos públicos e autarquias. Os deputados falam em “modernização”, trazendo mudanças profundas na organização do Estado Brasileiro, quebrando o pacto federativo entre Estados e Municípios, dentre vários outros pontos.
Vários sindicatos, centrais sindicais e associações de luta dos trabalhadores veem a reforma administrativa como mais um golpe nas conquistas da sociedade e um desmonte na Constituição de 1988, considerada uma constituição cidadã e que promoveu o mínimo de dignidade ao povo brasileiro.
Tendo em vista a possibilidade real de aprovação da Reforma Administrativa por parte da Câmara dos Deputados, considerada uma das piores de todos os tempos, as centrais sindicais CUT, CTB e UGT, na Paraíba, estão promovendo uma manifestação no dia 25 de outubro, às 08h00, no centro de Patos. O presidente da CUT – PB, Tião Santos, disse que o ato vai acontecer em Patos por ter o presidente da Câmara dos Deputados e para chamar a atenção para a gravidade da reforma administrativa para o serviço público e as conquistas adquiridas diante de muita luta ao longo dos anos. A ideia é barrar a reforma administrativa.
Ouça Tião Santos:
