A sessão desta terça-feira (30) da Câmara Municipal de Patos revelou insatisfação até mesmo entre vereadores aliados do prefeito Nabor Wanderley, diante da demora na conclusão das obras de calçamento no bairro Novo Horizonte. O impasse, que já se arrasta há meses, vem transformando a rotina dos moradores em um verdadeiro aborrecimento diário.
O vereador Décio Motos, que mora no bairro, trouxe à tribuna o descontentamento da comunidade:
“Quero falar da obra que acontece há quatro meses e está parada na Rua Arnaldo de Assis. Os moradores me pediram para cobrar aqui na tribuna para que terminem aquela obra”, disse.
Na mesma linha, o vereador Davi Maia reforçou a gravidade da situação. Também residente no Novo Horizonte, ele relatou que conversou com o prefeito, que justificou a paralisação por problemas com a empresa vencedora da licitação. A explicação, no entanto, não ameniza a frustração.
“Pelo jeito estas obras não terminam este ano, o que traz transtorno para os moradores, que nem os carros podem guardar na garagem de casa, com a rua cheia de pedras”, criticou.
O líder do governo na Câmara, vereador Maikon Minervino, buscou justificar o atraso. Segundo ele, a empresa responsável foi notificada e apresentou defesa, que está em análise. Só após essa etapa será definido se o contrato será mantido ou cancelado, para posterior replanejamento dos serviços.
Promessa que vira transtorno
O cenário no Novo Horizonte é mais do que um simples atraso de cronograma: trata-se de um retrato das falhas de planejamento e fiscalização na execução das obras públicas em Patos. Enquanto o processo burocrático se arrasta entre notificações, defesas e análises de contratos, os moradores convivem diariamente com ruas obstruídas por paralelepípedos amontoados, meios-fios inacabados e acessos bloqueados.
Na prática, famílias não conseguem sequer estacionar seus veículos nas próprias garagens, sendo obrigadas a deixá-los expostos ao risco de furtos e às intempéries do clima. A promessa de melhoria na infraestrutura do bairro acabou se transformando em mais um fator de insegurança e desconforto para a população.
O episódio reforça a necessidade de maior eficiência na gestão das obras públicas. Problemas com empresas contratadas são recorrentes, mas cabe ao poder público acompanhar de perto a execução e garantir que soluções sejam rápidas, evitando que a população pague a conta da má condução administrativa.
Enquanto isso, no Novo Horizonte, a esperança de ruas calçadas cede lugar à frustração e à cobrança por mais responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.