Samba, capoeira e consciência social marcam noite de mobilização no Conjunto Bivar Olinto, em Patos

Durante a celebração cultural, a comissão organizadora esteve presente com a urna do plebiscito popular, instrumento de participação cidadã que questiona dois pontos fundamentais para o futuro do país



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Na noite desta quinta-feira (4), a praça do Conjunto Bivar Olinto foi tablado para resistência e esperança. Ao som da roda de samba e dos berimbaus da capoeira, crianças e jovens do grupo CTMV mostraram que a cultura popular não é apenas arte, mas também um ato político de afirmação da vida e da dignidade.

A atividade fez parte das mobilizações que antecedem o Grito dos Excluídos, tradicional ato que ecoa as vozes de quem, historicamente, tem sido silenciado. Durante a celebração cultural, a comissão organizadora esteve presente com a urna do plebiscito popular, instrumento de participação cidadã que questiona dois pontos fundamentais para o futuro do país: o fim da escala de trabalho 6×1, que esgota trabalhadores em jornadas desumanas, e a taxação das grandes fortunas, medida que poderia reduzir desigualdades históricas no Brasil.

Mais que uma festa, a noite foi um manifesto vivo. A roda de capoeira lembrou que o movimento corporal, antes criminalizado, sempre foi também uma forma de luta e de liberdade. O samba, pulsando coletivo, reafirmou a identidade do povo que resiste, mesmo diante da exclusão.

A presença da urna do plebiscito popular ali, em meio às crianças, jovens e famílias, simbolizou que política não é assunto distante das praças. Pelo contrário, nasce nelas, do cotidiano, das mãos que trabalham, da juventude que sonha e luta por um país mais justo.

O recado da mobilização é claro: justiça social não se alcança com discursos de gabinete, mas com participação popular. O Grito dos Excluídos, que há décadas denuncia a concentração de riqueza e poder, mais uma vez mostrou que a força transformadora vem da base, do encontro entre cultura, consciência e organização.

Em tempos de retrocessos e ataques a direitos, reunir samba, capoeira e voto popular é reafirmar que a luta é coletiva e que o futuro só será justo se for construído pelos de baixo.

Wanessa Meira – Polêmica Patos