Em Patos, filha de vítima de feminicídio faz desabafo emocionado durante ato em frente ao Fórum Miguel Sátyo 

No dia 8 de maio de 2024, por volta das 06h30, Francinete Nunes da Costa, de 38 anos, conhecida por Neta, foi assassinada a golpes de faca quando seguia para […]



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No dia 8 de maio de 2024, por volta das 06h30, Francinete Nunes da Costa, de 38 anos, conhecida por Neta, foi assassinada a golpes de faca quando seguia para o seu trabalho na garupa de um mototaxista. Neta foi morta covardemente pelo seu ex-namorado Leandro Firmino Sales, que não aceitava o fim do relacionamento na cidade de Patos. 

O ex-namorado estava em uma moto e seguiu Neta. Quando o mototaxista parou no semáforo da Rua Oscar Torres com a Rua do Prado, centro de Patos, o feminicida desferiu vários golpes de faca e Neta morreu no local. O caso ainda segue sem julgamento.

Para pedir justiça por Neta e por tantas outras mulheres vítimas de feminicídio, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Patos, juntamente com famílias de vítimas e entidades, realizou na manhã desta quinta-feira, dia 28 de agosto, um ato público em frente ao Fórum Miguel Sátyro, no centro de Patos.

O ato público em repúdio ao feminicídio e à violência contra a mulher destacou: “Por ela, por todas – por justiça” como gesto de mostrar que a sociedade não aceita mais os crimes de feminicídio e quer medidas mais eficazes para combater.

Em um dos momentos do ato, quando mulheres fizeram uso da palavra por meio de carro de som, a jovem Alessandra Nunes, órfã de Neta, fez um discurso emocionante e disse: “…mas eu estou aqui para ser a voz daquelas que foram caladas, que foram silenciadas e que não podem mais gritar por socorro…minha mãe merecia viver, minha mãe merecia ser feliz, minha mãe merecia estar aqui comigo e com minha família…”, disse a jovem com a voz embargada.

A advogada Samara Oliveira, presidente do Conselho da Mulher do Município de Patos, Aline Ana Leite, do Movimento de Mulheres Olga Benário, além de outras mulheres presentes ao ato, falaram e se posicionaram de forma firme contra o feminicídio e para que políticas públicas mais eficazes sejam implementadas e para que a sociedade evolua no sentido de deixar as mulheres viverem sem o medo de serem assassinadas por seus maridos, companheiros, ex-namorados e por aqueles que não tem a capacidade de aceitar o fim dos relacionamentos.

O Movimento de Mulheres Olga Benário está encabeçando um abaixo-assinado em toda a Paraíba para cobrar mais delegacias da mulher e pelo melhor funcionamento das existentes.

Jozivan Antero – Polêmica Patos