Hoje, sábado, 29 de novembro de 2025, a cidade de Patos, no sertão paraibano, será palco de um ato de solidariedade à população da Palestina e de protesto contra o que os organizadores classificam como genocídio promovido por Israel. A manifestação, convocada pela UP, acontecerá na Praça do Cepa, no centro da cidade, a partir das 19h. A advogada e militante da UP e do Movimento de Mulheres Olga Benário, Eduarda Dantas, fez um chamado público à comunidade local, ressaltando que o ato busca expressar “solidariedade às vítimas palestinas” e denunciar a “barbárie que se repete diariamente em Gaza”.
O chamado à mobilização surge num momento de nova escalada da violência contra civis em Gaza: há poucos dias, ataques aéreos israelenses deixaram pelo menos 20 mortos e mais de 80 feridos, segundo autoridades de saúde locais. As investidas atingiram um veículo no bairro Rimal, casas em Deir Al-Balah e no campo de refugiados Nuseirat, além de residências no oeste da Cidade de Gaza. Testemunhas relatam resgates em meio a destruição e pânico entre a população civil.
Para os organizadores do ato em Patos, o protesto tem um significado que vai além de manifestações simbólicas: representa um gesto de empatia e compromisso com a justiça e a dignidade humana. Conforme palavras de Eduarda Dantas, “a solidariedade internacional começa em atos como esse, nas ruas, com voz coletiva, mostrando que a barbárie contra um povo não será indiferente ao resto do mundo”.
O ato, que será aberto a toda a comunidade, independentemente de gênero, origem ou religião, pretende denunciar os constantes ataques contra civis palestinos, manifestar apoio às vítimas, muitas delas mulheres, crianças e idosos, e sensibilizar a população local para a gravidade da crise humanitária em Gaza. A expectativa dos organizadores é que moradores de Patos e região atendam ao chamado, transformando o espaço da Praça do Cepa em um momento de união, compaixão e denúncia coletiva.
A comunidade está convidada a comparecer a partir das 19h. Este ato representa um momento de união local em torno da solidariedade às vítimas palestinas e de repúdio ao que muitos consideram uma persistente tragédia humanitária.
Fontes: Reuters; Agência Brasil / EBC