Justiça Eleitoral de Piancó pede tropas federais para eleições; Corregedoria do TRE-PB rejeita e recomenda reforço policial

Solicitação da Justiça Eleitoral citava tensão política e prisão de liderança suspeita de planejar atentado, mas órgão entendeu que forças estaduais são suficientes para garantir a segurança do pleito



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A Justiça Eleitoral de Piancó solicitou o envio de tropas federais para reforçar a segurança durante as eleições de outubro, diante do acirramento da disputa política no município. O pedido teve como base o histórico de conflitos entre grupos de situação e oposição, além de episódios recentes considerados graves.

Entre os fatos citados está a prisão, ocorrida no mês de junho, de uma liderança política local suspeita de planejar um atentado contra um adversário político. De acordo com as investigações, o suposto plano teria como alvo um integrante de grupo rival, aumentando a preocupação das autoridades com a escalada de tensão no período pré-eleitoral.

Segundo a solicitação encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, esse cenário de polarização e instabilidade poderia comprometer a tranquilidade do pleito, justificando a atuação preventiva das Forças Armadas para garantir a segurança dos eleitores e a normalidade do processo eleitoral.

Apesar dos argumentos apresentados, o corregedor do TRE-PB, João Benedito da Silva, manifestou-se pelo indeferimento do pedido. Em despacho protocolado nesta quarta-feira (1º), ele seguiu o mesmo entendimento adotado anteriormente em relação à solicitação feita pelo município de Itabaiana.

Ao analisar o caso, o magistrado considerou as informações prestadas pelo Governo da Paraíba, que assegurou possuir estrutura suficiente para garantir a segurança durante as eleições. De acordo com o governador Lucas Ribeiro, as forças estaduais dispõem de efetivo, logística e capacidade operacional para preservar a ordem pública.

No parecer, o corregedor reconheceu que os fatos relatados exigem acompanhamento permanente por parte das autoridades de segurança, mas concluiu que não há elementos que justifiquem, neste momento, a necessidade excepcional do envio de tropas federais. Ainda assim, ele defendeu o reforço da atuação integrada entre as forças de segurança, como a Polícia Militar e a Polícia Federal, para prevenir ilícitos eleitorais e assegurar o livre exercício do voto. A decisão definitiva virá do plenário TRE-PB.