Na madrugada do sábado, dia 3 de janeiro, a Venezuela foi invadida a mando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os bombardeios mataram 80 pessoas, feriram outras e houve o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores.
Após os ataques, vários países pelo mundo condenaram a ação que afeta diretamente a soberania da Venezuela, a autodeterminação dos povos e deixou em alerta outros países diante da ação unilateral de Donald Trump, que usa o exército dos Estados Unidos para satisfazer o desejo imperialista de mandar no mundo.
Nesta segunda-feira, dia 5 de janeiro, às 20h00, na Praça do CEPA, centro de Patos, um ato está sendo convocado para repudiar a invasão no território venezuelano e em defesa da soberania na América Latina.

A Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (CIPOML) lançou uma nota:
A Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (CIPOML) expressa sua mais enérgica condenação à pérfida agressão militar executada pelo governo dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela.
Os ataques aéreos e o sequestro do presidente venezuelano Maduro e de sua esposa — levados aos Estados Unidos após ameaças políticas e um bloqueio econômico que inclui a confiscação de navios mercantes, implementados por Washington, constituem uma clara violação do direito internacional e do princípio da autodeterminação, bem como um flagrante ato de pirataria.
A CIPOML considera que este ataque terrorista do imperialismo estadunidense busca castigar um povo que desafiou a hegemonia historicamente imposta no continente e que apenas demonstrou a determinação de controlar seu próprio destino e seus recursos naturais. Com este ataque contra a Venezuela, os imperialistas estadunidenses não tentam apenas se apoderar do destino e dos recursos do povo venezuelano; este ataque constitui uma ameaça e uma advertência para os povos do mundo, em particular os da América Latina e do Caribe.
O ataque à Venezuela ocorreu imediatamente após as tentativas de estabelecer a hegemonia estadunidense no Oriente Médio, que deve ser completamente depurado de forças antiamericanas, e depois que Trump, líder do imperialismo estadunidense, ameaçou intervir contra o Irã. Este agressor imperialista, que se autoproclama dono e polícia do mundo, ataca todo lugar e toda potência que considera um obstáculo, e deve ser detido.
O princípio da indivisibilidade da soberania sobre o continente americano, incluído no Documento de Segurança Nacional anunciado pelo imperialismo estadunidense no final de novembro e que representa uma atualização da Doutrina Monroe, é a base da brutalidade imperialista contra a Venezuela.
Este novo ataque imperialista contra a Venezuela é mais um passo em uma estratégia sistemática destinada a estabelecer o controle sobre países que optaram por trilhar seu próprio caminho. Neste contexto, a soberania da Venezuela faz parte da dignidade de seu povo. Portanto, a defesa da independência e da soberania da Venezuela deve ser uma prioridade irrenunciável para todas as forças progressistas e revolucionárias que aspiram a um mundo baseado na coexistência pacífica e no respeito aos assuntos internos.
Por isso, a CIPOML convoca urgentemente os trabalhadores e povos do mundo a se oporem ativamente a este ataque, que adiciona novos elementos de turbulência à situação internacional.
As vozes dos trabalhadores e do povo devem se erguer com força para defender a Venezuela. Reafirmamos que não permitiremos a violação da soberania e do direito de viver em paz de um povo que aspira construir seu futuro sem tutela estrangeira.
Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas
Comitê Coordenador
03 de janeiro de 2026