O Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da procuradora Dra. Marcela de Almeida Maia Asfora, está de posse da Notícia de Fato e abriu procedimento sobre as demissões ocorridas no Centro Universitário de Patos (UNIFIP) após a descoberta de desvios de recursos da instituição por parte de um dos seus funcionários de confiança.
As demissões foram determinadas pelo reitor da UNIFIP, João Leuson Palmeira, e, de acordo com informações, chegam a 18 demitidos em vários setores da instituição desde que foi descoberto o esquema de desvio de recursos.
João Leuson disse que tem provas consistentes sobre o caso e determinou de imediato uma auditoria para apurar toda a conduta do funcionário que desviou material de construção, falsificou notas fiscais, adulterou planilhas e recibos, beneficiou pessoas da instituição com reformas em imóveis, construiu prédio, equipou granja sofisticada e estava tendo uma vida incompatível com a sua renda.
As primeiras medidas tomadas pelo reitor, além de determinar a auditoria, foi demitir pessoas que, de acordo com ele, receberam benesses ou mesmo eram coniventes com o caso dos desvios.
O advogado Taciano Fontes, que está fazendo a defesa das professoras Alana e Aristeia Candeia, demitidas diante de ser irmã do suspeito dos desvios, disse que as demissões devem gerar vários processos pela forma como se deram. “Teve trabalhador demitido apenas por ter contato com o suspeito de ter cometido os desvios. Isso é absurdo!”, destacou Taciano.
O assunto dos desvios de recursos na UNIFIP logo ganhou repercussão estadual. As demissões vêm gerando discussões diversas e dividem opiniões: uns acham que o reitor tomou a decisão certa e outros, que houve precipitação.
Jozivan Antero – Polêmica Patos