Em Patos, MST faz ação em defesa da natureza e distribui mudas de plantas para motoristas na BR 230

Nesta quarta-feira, dia 05 de junho, trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra, do MST, fizeram uma ação em defesa da natureza dentro da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e […]



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Nesta quarta-feira, dia 05 de junho, trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra, do MST, fizeram uma ação em defesa da natureza dentro da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e de seus povos.

A ação acontece em todo país até o dia 08 de junho. O ato reforça a integração da luta pela Reforma Agrária Popular com ações de enfrentamento à crise ambiental, que já causa danos incalculáveis à vida, sendo a mais recente as enchentes no Rio Grande do Sul. 

E hoje no Dia Mundial Meio Ambiente (5), afirmamos que solidariedade também se faz com luta! Neste sentido, denunciamos quem são os reais responsáveis pela crise ambiental e apontamos a Reforma Agrária Popular como uma saída necessária e urgente para superarmos esta e as demais crises do sistema capitalista. 

Durante todo o dia o acampamento Aldecy Viturino localizado na área abandonada da EMBRAPA Estação Experimental de Patos,realiza plantio de árvores, produção de cartas pelas crianças Sem Terra para o povo do Rio Grande do Sul, embelezamento do local e debates. 

A atividade também tem o caráter de denúncia, já que o acampamento sofre ação judicial de reintegração de posse, emitido na 14ª Vara Federal da Paraíba. 

SOBRE O ACAMPAMENTO ALDACY VITURINO 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra da Paraíba (MST-PB), na madrugada do dia 19 de abril de 2024 com 107 famílias, realizou de forma pacífica e organizada a ocupação legítima no terreno da unidade da Embrapa no Município de Patos/PB. 

A área encontra-se abandonada desde 2017 e com criação de gado dos fazendeiros da região. Desde então as famílias têm colocado em curso um processo de transformação da área fazendo a limpeza dos galpões e construindo roçados coletivos com o plantio de batata doce, feijão, melancia, coentro, milho e alface, portanto, o chão onde antes só pisava os bois, hoje a vida renasce com as famílias produzindo alimentos. Diante disso, o MST convoca o presidente nacional do INCRA para negociação. 

A área pública com uma vasta imensidão de terra sem utilização pela instituição de pesquisa, foi escolhida para a construção do acampamento que tem como objetivo reivindicar ao Estado a vistoria de terras improdutivas que não cumprem sua função social na região. 

A primeira ocupação do espaço aconteceu no final de 2017, e contou com a participação de 40 famílias que passaram a viver ali e plantar macaxeira, batata, milho, feijão, jerimum e hortaliças. Em 2018, houve o despejo dos que ali estavam e destruição com uso de máquinas dos barracos e plantações. As famílias passaram a ocupar área às margens da BR no KM 340, sendo em seguida também expulsos pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) com a alegação de duplicação da BR. 

Após 6 anos, a EMBRAPA segue em total abandono, com gado e caprinos soltos e com menos meio hectare com plantação de gergelim e algodão mocó. 

JORNADA NACIONAL EM DEFESA DA NATUREZA E DOS SEUS POVOS NA PARAIBA 

Em todo o estado segue até o dia 08 com ações nas escolas dos assentamentos, revitalização de nascentes, embelezamento, plantio e distribuição de árvores e debates.

As atividades seguem o calendário do Plano Nacional “Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”, do MST e busca intensificar a recuperação ambiental e a produção de alimentos saudáveis, com a meta de plantar 100 milhões de árvores até 2030. As atividades nacionais também potencializam a realização da Jornada Nacional da Juventude Sem Terra em nossos territórios. A Jornada se organiza de maneira intersetorial e conta também com a ampla participação do Setor de Educação, com a realização de atividades pedagógicas nas escolas, envolvendo as crianças Sem Terrinha.


ASCOM

Edição: Jozivan Antero – Polêmica Patos