Em Patos, moradores da comunidade Serrote Liso fazem furto de água, delegado é acionado e diz que situação é de extrema pobreza na localidade

A situação de extrema pobreza a que estão submetidos os moradores da comunidade Serrote Liso, localizada às margens da Alça Sudeste, em Patos, tem levantado inúmeras questões de ordem social […]



A situação de extrema pobreza a que estão submetidos os moradores da comunidade Serrote Liso, localizada às margens da Alça Sudeste, em Patos, tem levantado inúmeras questões de ordem social e das medidas que devem ser tomadas para solucionar o problema da moradia e que ofereça dignidade humana.

Na manhã desta sexta-feira, dia 24 de novembro, funcionários da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, Regional das Espinharas (CAGEPA/Espinharas), foram acionados diante da depredação do patrimônio público e furto de água no cano da Adutora Coremas-Sabugi. 

O dano ao cano da Adutora Coremas-Sabugi causou perda da pressão e, consequentemente, falta de água nas cidades da região metropolitana de Patos. Quando os funcionários da CAGEPA estiveram no local se depararam com uma estrutura montada para captação de água da adutora de forma ilícita.

Os funcionários da CAGEPA/Espinharas disseram que a situação de depredação no local vem sendo registrado com frequência e prejudica toda a região abastecida pela Adutora Coremas-Sabugi. Diante da repetição do crime, a polícia teve que ser acionada. 

A Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas diante do crime e os moradores ficaram indignados com a situação. A comunidade relatou que o furto de água era a única forma de complementar o abastecimento das famílias, pois a água fornecida pela Prefeitura Municipal de Patos é insuficiente para atender a demanda.

Agentes da Polícia Civil e Científica conversaram com os moradores e identificaram que, de fato, houve um possível furto de água, mas o delegado Dr. Roberto Carvalho, da Delegacia de Roubos e Furtos, relatou que a situação vai muito mais além da questão policial, pois existe extrema pobreza e que as pessoas estão vivendo com a dignidade humana violada. 

“A solução aqui não é policial! É uma solução estrutural que envolve Ministério Pùblico, Defensoria Pública, envolve o Município, envolve a CAGEPA para fornecer água para estes cidadãos, pois o ser humano não vive sem água”, destacou o delegado Roberto Carvalho. 

OUÇA o delegado Dr. Roberto Carvalho:


Jozivan Antero – Polêmica Patos