Comida pesa menos no IPCA, mas planejamento segue sendo o “tempero” da economia

Confira 10 estratégias práticas para gastar menos com alimentação



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Depois de meses de aperto, a inflação oficial desacelerou em julho: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,26%, e o grupo alimentação e bebidas recuou 0,27%. Foio segundo mês seguido de queda, gerando alívio de 0,06 ponto percentual no índice geral.

Esse recuo foi puxado pela alimentação no domicílio (-0,69%), com forte queda nos preços da batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%). Se esses alimentos tivessem permanecido estáveis ou mais caros, o IPCA de julho teria sido de 0,41% em vez de 0,26%.

Paralelamente, o custo da cesta básica recuou em 11 das 17 capitais em junho de 2025, segundo o Dieese. Destaques de queda incluem Aracaju (-3,84%), Belém (-2,39%), São Paulo (-1,49%) e Natal (-1,25%).

Os dados recentes do IBGE apontam inflação mais branda nos alimentos em julho, e o Dieese confirma quedas nos preços da cesta básica em junho, abrindo uma janela para reorganizar as compras, priorizar produtos em baixa e comprar estoques essenciais com economia real.

Esses movimentos abrem janela para replanejar compras, priorizar produtos em baixa e reforçar estoques de secos — tudo isso reduzindo o tíquete médio do carrinho sem sacrificar qualidade nutricional.

10 estratégias práticas para gastar menos com alimentação (adultos, criança e pets)

1 – Cardápio semanal e lista fechada
Planeje 5–7 jantas e 3–4 opções de almoço “repetíveis”. Use a lista como “contrato” no mercado, compras por impulso são o principal vazamento do orçamento. Priorize o que caiu de preço recentemente (arroz, feijão, leite, banana, tomate, batata) para compor o miolo do cardápio.

2 – Atacarejo e sazonalidade
Reforce as compras em atacarejo/feiras e privilegie frutas e hortaliças da época. Quando o preço estiver em queda (como visto em junho/julho), aproveite para estocar secos (arroz/feijão/farinha/óleo) dentro da validade.

3 – Proteína inteligente (revezamento)
Monte a semana alternando ovos + leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha) com frango/suíno e porções menores de bovinos. A combinação cereal + leguminosa entrega proteína completa e reduz custo por porção.

4 – Cozinhe em batelada e congele
Faça bases “coringa” (arroz, feijão, molhos, frango desfiado, carne moída) 1–2 vezes por semana. Porção individual no freezer = menos delivery, menos desperdício.

5 – Use o “prato 50/25/25” para todos
Meia refeição de hortaliças e frutas, um quarto de carboidrato de base (arroz, mandioca, batata, cuscuz) e um quarto de proteína. Para a criança, o mesmo prato com cortes pequenos e menos sal.

6 – Trocas que não doem

  • Iogurte caseiro (leite + fermento) em vez de potinhos individuais.
  • Pão francês alternado com tapioca/cuscuz/pão de forma caseiro.
  • Café coado em casa (e aproveite o recuo recente no preço ao consumidor).

7 – Lanches “que sustentam”
Banana/maçã + amendoim torrado, pipoca de panela, ovos cozidos, sanduíche de pasta de grão-de-bico. Custam centavos por porção e seguram a fome entre as refeições.

8 – Regra de ouro do preço por quilo
No mercado, compare R$/kg ou R$/L — não o preço da embalagem. Pacotes maiores só valem se a família consumir antes do vencimento.

9 – Controle de desperdício
“Dia do resto” na geladeira (omelete, arroz de forno, sopa), porcionar carne crua antes de congelar, usar talos/cascas (caldos, farofas, bolos).

10 – O pet também economiza sem perder saúde
Para ração, sacos grandes (10–15 kg) costumam reduzir o custo por quilo. Faça transição gradual ao trocar marca/formulação (misturando 25%/50%/75% ao longo de alguns dias) para evitar desperdício por rejeição.

Em resumo: combine planejamento, trocas inteligentes e aproveitamento da sazonalidade. O cenário de preços começou a ajudar — e dá para transformar isso em economia real dentro de casa.

Fontes: Agência Brasil – Inflação em julho (IPCA e alimentos em queda)

Agência Gov (IBGE) – Preços de alimentos seguem em queda; IPCA em 0,26%

Dieese – Custo da cesta básica recua em várias capitais (junho/2025)