Exportações paraibanas registram aumento de 8% e fecham o ano de 2025 em US$ 178,6 milhões

As exportações da Paraíba encerraram 2025 em alta, alcançando US$ 178,6 milhões, o que representa um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. No sentido oposto, as importações recuaram […]



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As exportações da Paraíba encerraram 2025 em alta, alcançando US$ 178,6 milhões, o que representa um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. No sentido oposto, as importações recuaram de forma expressiva, com queda de 31,7%, somando US$ 991,6 milhões no acumulado do ano. Com isso, a balança comercial do estado registrou déficit de US$ 813 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Apesar do avanço nas exportações, a Paraíba segue com participação modesta no comércio exterior brasileiro. O estado ocupou a 25ª posição no ranking nacional de exportações entre as unidades da federação, à frente apenas de Amapá e Acre, respondendo por cerca de 0,05% do total exportado pelo país. No lado das importações, ficou na 20ª colocação, com participação de 0,35% no total nacional.

Os calçados mantiveram a liderança na pauta exportadora paraibana, concentrando 30,7% do valor total embarcado. Na sequência aparecem açúcares e melaços (29%), sucos de frutas (21,4%), minérios (5,7%) e frutas (4,2%). Os principais destinos das exportações foram Estados Unidos (15,8%), Países Baixos (12,4%), Espanha (9,3%), Canadá (5,9%) e Geórgia (5,2%).

Diferentemente do padrão nacional, em que os produtos agropecuários têm impulsionado as exportações, a Paraíba apresenta uma pauta fortemente concentrada em bens industrializados. Em 2025, os produtos da indústria de transformação responderam por 86,7% das exportações do estado, enquanto a indústria extrativa representou 8,9% e o setor agropecuário apenas 4,4%.

Esse perfil, embora indique maior valor agregado nas exportações, também expõe fragilidades estruturais. O estado apresenta elevada dependência de um único segmento da economia, fortemente associado a uma única grande empresa; baixo dinamismo do setor agropecuário, voltado majoritariamente ao mercado interno; forte concentração geográfica das exportações — apenas 30 dos 223 municípios paraibanos realizaram operações de exportação em 2025 —; além da ausência de políticas públicas mais consistentes de estímulo às exportações.

Entre os municípios exportadores, Campina Grande liderou com 39,96% do total exportado pelo estado, seguida por Santa Rita (25,61%), Mamanguape (9,54%), Vieirópolis (5,67%) e Lucena (5,16%). Já Patos, importante polo comercial e principal cidade do sertão paraibano, voltou a não registrar exportações no ano. O último embarque internacional do município ocorreu em 2005.

Ricardo Medeiros