Os negros e negras no país são mais da metade da população. Escravizados por 330 anos, o Brasil foi o último da América Latina a libertar os escravizados e estes não receberam apoio algum, tendo que enfrentar uma sociedade moldada no preconceito, racismo e descaso governamental.
Neste Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, o Polêmica Patos pediu a opinião da professora doutora Nádia Farias sobre a data. Nádia é mulher negra, escritora, poetisa e foi a primeira da família a alcançar o doutorado e a aprovação em um concurso federal, sendo professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).
Nádia tem consciência de classe, compreende a sociedade por meio da vivência e dos estudos aprofundados. Desde pequena, a menina negra despertou para a vida e recebeu de sua família a base social para seguir buscando dias melhores em um mundo dominado por brancos. A mulher negra sofre ainda mais o racismo que ainda perdura no país.
Durante seu relato, Nádia disse que “todo dia é dia de Consciência Negra”, mas reconhece a importância da data de 20 de novembro. Ela fez reflexões importantes para a compreensão do significado de ser negro e negra no Brasil. Nádia disse que os negros e negras ainda enfrentam as consequências dos mais de 350 anos de escravização dos seres humanos.
Ouça o relato de Nádia Farias:
Polêmica Patos