Sem receber salários, trabalhadores de subsidiária da Oi fazem paralisação na cidade de Patos

Na manhã desta segunda-feira, dia 10 de novembro, os trabalhadores da empresa SEREDE, subsidiária da Oi Telecomunicações, decidiram aderir ao movimento nacional de paralisação por conta da falta de pagamento […]



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Na manhã desta segunda-feira, dia 10 de novembro, os trabalhadores da empresa SEREDE, subsidiária da Oi Telecomunicações, decidiram aderir ao movimento nacional de paralisação por conta da falta de pagamento dos seus salários. São mais de 14 mil trabalhadores da empresa espalhados por centenas de cidades.

Em Patos, os trabalhadores se reuniram no prédio da Oi, localizado no centro de Patos, onde se somaram ao ato que foi deflagrado em todo o Brasil. A Oi é responsável pela manutenção de serviços de telefonia fixa, dados e comunicação institucional utilizados por escolas, hospitais, delegacias, SAMU, polícias e outras estruturas públicas. Também sustentaria a conectividade das agências lotéricas, que funcionam como ponto de acesso bancário e de pagamentos sociais para populações de baixa renda.

Os sindicatos alertam as autoridades dos três poderes para o que classificam de “processo de destruição de valor” e que põe em risco um patrimônio gigantesco e deixará milhares de trabalhadores desempregados, além de provocar um caos nos serviços de conectividade em mais de 7 mil localidades no país. A Oi entrou em processo de falência e está em intervenção judicial.

Walber Cavalcante, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba (SINTTEL PB), disse que existe uma longa história da Oi em nível nacional após as privatizações e agora a interventora da empresa bloqueou o salário dos trabalhadores. Existe um sucateamento da empresa e os salários pagos são tão baixos que poucos querem trabalhar na OI.

Victor Barros, trabalhador da SEREDE, comentou que está enfrentando dificuldades devido ao não recebimento do seu salário. “Quem sai para manter a empresa de pé todos os dias somos nós… então que a empresa olhe pra gente”, desabafou Victor.

Ouça entrevista com Walber e Victor:

Jozivan Antero – Polêmica Patos