Faleceu na noite da quinta-feira, dia 9 de outubro, por volta das 20h30, o jovem motociclista identificado por Fabrício Pereira da Silva, de 29 anos, conhecido por Fabrício Motoboy. Fabrício morreu ao colidir com sua moto Honda, modelo Pop, na traseira de uma carroça de tração animal e depois cair sobre a via, sendo atropelado por um carro que seguia em direção contrária.
O grave sinistro de trânsito aconteceu sobre a ponte que liga o Bairro Juá Doce ao São Sebastião, em Patos, e chamou a atenção diante da cena chocante: Fabrício teve múltiplas fraturas ao bater violentamente a cabeça no veículo e ficar preso embaixo do automóvel que foi erguido pelos populares para que o médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizasse o procedimento de socorro, onde confirmou que o jovem estava sem vida. Provavelmente, o capacete do motociclista não estava afivelado no momento do impacto, pois não estava em sua cabeça.
Capitão Ozivan, comandante do 4º Batalhão de Polícia de Trânsito (4º BPTRAN), durante entrevista, disse que o jovem não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Guarnições do 4º BPTRAN estiveram no local após o sinistro de trânsito e realizaram todos os procedimentos cabíveis.
Fabrício deixa sua esposa viúva, que está grávida de três meses.
A morte do motoboy reacende a discussão sobre a dura realidade de muitos motociclistas que trabalham com delivery e necessitam de agilidade para as entregas, muitas vezes excedendo velocidade, desrespeitando semáforos, fazendo ultrapassagens perigosas para cumprir a jornadas exaustivas e fazer a entrega no tempo mais rápido possível.
O desemprego e a necessidade de trabalho para conseguir renda têm aumentado muito o número de motociclistas por aplicativo, principalmente na modalidade de delivery. A categoria vive jornadas duras de trabalho e corre risco iminente de sinistros de trânsito diante da necessidade de entregas rápidas por exigência dos estabelecimentos comerciais e dos próprios consumidores.


Jozivan Antero – Polêmica Patos