Por que o ministro Alexandre de Moraes se tornou o principal alvo da extrema-direita nacional e internacional?

Em 2017, Alexandre de Moraes chega ao Supremo Tribunal Federal (STF) por indicação do ex-presidente Michel Temer. Alexandre depois se tornou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022. […]



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Em 2017, Alexandre de Moraes chega ao Supremo Tribunal Federal (STF) por indicação do ex-presidente Michel Temer. Alexandre depois se tornou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022. Coube a ele a tarefa de comandar o TSE no processo das eleições presidenciais mais conturbadas depois da redemocratização do Brasil.

O então presidente Jair Bolsonaro (PL) concorreu a reeleição enfrentando o ex-presidente Lula (PT). O resultado da eleição mostrou o acirramento do pleito: Lula teve 48,43% dos votos e Jair Bolsonaro 43,20%. Com esse resultado, a eleição foi para o segundo turno e foi mais disputada ainda: Lula teve 50,90% e Bolsonaro 49,10%. Antes e depois da eleição, Alexandre de Moraes se tornou o principal alvo da ira de Bolsonaro e dos seus seguidores.

A nação presenciou uma enxurrada de denúncias sem provas de fraude nas urnas eletrônicas. Muitas das denúncias foram feitas pelo próprio presidente Bolsonaro, representantes de órgãos do Governo Federal e de seguidores do presidente. No dia das eleições, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a polícia militar, em alguns estados onde Lula tinha maioria confirmada por pesquisas, os eleitores enfrentaram dificuldades para chegar até os locais de votação. A meta era garantir a reeleição de Jair Bolsonaro a qualquer custo. Mais uma vez, o ministro Alexandre de Moraes, com cautela, precisou se posicionar para garantir a tranquilidade do pleito.

Por suas decisões e posicionamentos em defesa da democracia, Alexandre se tornou inimigo mortal de Bolsonaro, da sua família e dos seguidores mais insanos. Sem aceitar o resultado, Bolsonaro e o seu núcleo mais próximo começaram a arquitetar o plano de Golpe de Estado, que só não se concretizou diante da negativa de adesão de setores do Exército Brasileiro. Mesmo assim, no dia 8 de janeiro de 2023, dias depois da posse de Lula, seguidores de Bolsonaro que acampavam em frente aos quartéis e vindos de várias partes do país, decidiram invadir e quebrar as sedes dos três poderes em Brasília.

Mesmo com o caos instalado e os prédios invadidos, o plano do Golpe de Estado não se concretizou e centenas e centenas de pessoas foram presas por ordem, principalmente, do ministro Alexandre de Moraes, que, além de decretar prisões, abriu procedimento para apurar responsáveis. Mais uma vez a ira se voltou contra o ministro.

Aos poucos, o plano de Bolsonaro e dos seus foi sendo revelado. Aqueles antes fiéis ao ex-presidente começaram a revelar os detalhes da tentativa de golpe que, caso desse certo, incluía a morte de Lula, do seu vice Geraldo Alckmin e do próprio ministro Alexandre de Moraes. 

Durante seus 4 anos como presidente, contando com setores da extrema-direita, oportunistas, líderes religiosos, empresários multimilionários, grande mídia, planos bem elaborados para uso das redes sociais, dentre outros, Bolsonaro conseguiu convencer uma parte da nação de que ele era honesto, patriota e compromissado com o bem das famílias brasileiras, porém, enquanto fingia, o ex-presidente e sua família ficaram milionários ao vender empresas estratégicas, montar uma quadrilha para saquear os cofres públicos e retirar direitos conquistados pelo povo e os trabalhadores. Tudo isso em conluio com os ricos que ficaram mais ricos em decorrência da parceria com o presidente bandido.

Com tudo isso vindo à tona, com um dos piores congressos eleitos dos últimos trinta anos, o Brasil, mesmo após a derrota de Bolsonaro, continuou com setores reacionários tramando contra a nação visando seus próprios interesses. O ministro Alexandre passou a ser a “pedra no sapato” dos golpistas e por isso tanto ódio.

O ódio ao ministro extrapolou os limites do território nacional. Por meio de articulações da família Bolsonaro, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impõe sanções econômicas ao Brasil e vem ameaçando a nossa soberania. O presidente estadunidense ficou ainda mais revoltado quando Alexandre determinou que Bolsonaro comece a usar tornozeleira eletrônica e teve sua residência como alvo de busca e apreensão da Polícia Federal por determinação do ministro e aval dos demais pares do STF. 

Trump, que enfrenta uma rejeição histórica dentro do seu próprio país, agora se coloca a serviço da família Bolsonaro e mira Lula, Alexandre de Moraes e questiona a autodeterminação do povo brasileiro e das suas instituições democráticas.

Cabe ao povo brasileiro, aos setores progressistas, aos movimentos políticos e sociais organizados, que tem compromisso com a soberania, não aceitar imposições externas, defender a nossa frágil democracia e impor uma derrota sem precedentes nas eleições de 2026 aos deputados federais, senadores e demais políticos que atualmente atacam nossos direitos e se tornaram capachos do que existe de mais atrasado na humanidade e que se colocam ao crivo do povo por meio das eleições.

Amparado na Constituição Federal que vem sendo atacada, o ministro Alexandre de Moraes tem sido corajoso para enfrentar os inimigos dentro e fora do Brasil. Sem coragem, não importa o cargo que se ocupa, pois muitos têm sido submissos e covardes mesmo estando em posições onde podem tomar medidas mais enérgicas contra os que atacam nossa democracia e a soberania.

Jozivan Antero – Polêmica Patos