O deputado estadual e candidato ao senado André Gadelha (MDB) protagonizou uma resposta contundente às acusações feitas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), contra o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5 de João Pessoa nesta terça-feira (25), Gadelha não apenas saiu em defesa do aliado, como também elevou o tom ao questionar a legitimidade das críticas e apontar supostas contradições na atuação de Motta.
Para Gadelha, o debate promovido por Hugo Motta desvia o foco das reais necessidades da população paraibana. O deputado destacou que Veneziano possui histórico de trabalho e resultados concretos, rebatendo diretamente a narrativa de fragilidade política atribuída ao senador.
“Não é essa discussão que a Paraíba precisa ouvir. Porque o cara quer atirar pedra em Veneziano, um senador que, com todo orgulho, eu ando ao lado dele, que entregou, realizou e presta contas do que fez. Se ele forçasse o prefeito a votar nele, ele teria os 223 prefeitos”, afirmou.
Ao contestar a acusação de que Veneziano utilizaria influência no Tribunal de Contas da União (TCU) para pressionar prefeitos, Gadelha classificou a declaração como infundada e sem provas. Ele reforçou que o senador construiu sua trajetória política com base em articulação e entrega de resultados, e não por meio de coação.
Mas a reação não se limitou à defesa. Gadelha partiu para o enfrentamento direto ao levantar questionamentos sobre Hugo Motta. O deputado citou empréstimo de R$ 22 milhões feito no Banco Master, que, segundo ele, teria sido contraído em benefício de uma cunhada do presidente da Câmara, sem garantias reais e sem pagamento ao longo de anos.
“Um cara que se utiliza da sua cadeira, do seu poder para contrair um empréstimo de R$ 22 milhões para sua cunhada, que não tem capacidade de pagamento, que não tem garantias reais, não pagou nenhuma prestação durante quatro anos. Quem que está errado?”, disparou.
Gadelha também criticou o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), mencionando supostos custos estimados em R$ 7 milhões em viagens a Patos e levantando dúvidas sobre a existência de agendas oficiais nessas ocasiões. Para o deputado, esses pontos fragilizam o discurso adotado por Motta contra adversários políticos.
As declarações surgem após Hugo Motta, em entrevista à TV Arapuan nesta segunda-feira (24), acusar Veneziano de coagir prefeitos com base no prestígio do irmão, Vital do Rêgo, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), além de classificá-lo como “candidato vazio”, “amargo” e “maquiado”.
“Veneziano usa a influência do irmão, que é presidente do Tribunal de Contas, para chantagear prefeitos, para coagir prefeitos, para obrigar a votar nele por medo”, acusou.
Apesar da gravidade da declaração, Hugo não apresentou, durante o trecho da entrevista, documentos ou outras evidências que comprovassem a acusação.