O caso do bebê de 1 ano que passou mal após ingerir uma substância semelhante à maconha, em Sousa, no Sertão da Paraíba, deve ter novos desdobramentos nos próximos dias, tanto na esfera legal quanto no acompanhamento da família. A ocorrência, registrada na última sexta-feira (7), mobilizou equipes de saúde, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar.
A criança foi socorrida às pressas após apresentar sinais de mal-estar e possível desfalecimento, sendo atendida no Hospital Materno do município. Após os primeiros cuidados, o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades competentes.
Investigação e possíveis medidas
A mãe da criança foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil, onde foram iniciados os procedimentos legais. A depender da apuração, o caso pode ser enquadrado como negligência, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Nessa linha, as medidas mais comuns não são necessariamente punitivas, mas protetivas, como advertência, acompanhamento familiar e encaminhamento para programas de assistência social.
Em situações específicas, também pode haver enquadramento no Código Penal Brasileiro, especialmente quando se entende que houve exposição da criança a risco direto. Nesse caso, a responsabilização tende a ocorrer em grau mais leve, principalmente quando não há histórico de maus-tratos.
O Conselho Tutelar segue acompanhando a situação e poderá adotar medidas adicionais para garantir a proteção do menor.
Riscos graves para crianças
Especialistas alertam que a ingestão de substâncias psicoativas por crianças pequenas pode causar efeitos mais intensos do que em adultos, devido ao baixo peso corporal e ao desenvolvimento ainda incompleto do sistema nervoso.
Entre os principais riscos estão:
- sonolência profunda e rebaixamento da consciência;
- desmaios e dificuldade de resposta;
- alterações respiratórias;
- agitação ou confusão mental.
Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões, queda da pressão arterial e até evolução para coma, exigindo internação em unidade de terapia intensiva.
Ambiente doméstico exige atenção redobrada
O episódio reforça o alerta sobre os riscos dentro do ambiente doméstico, especialmente para crianças em fase de exploração, como bebês e crianças pequenas, que têm o hábito de levar objetos à boca.
Profissionais de saúde recomendam que qualquer substância potencialmente perigosa — incluindo medicamentos, produtos químicos ou drogas — seja mantida fora do alcance dos menores, preferencialmente em locais trancados ou elevados.