A discussão sobre o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) voltou a esquentar na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta terça (2), com troca de críticas entre parlamentares da oposição e da base governista.
De um lado, o deputado estadual Aledson Moura elevou o tom contra o processo e anunciou que pretende recorrer ao Ministério Público para tentar barrar o leilão. O parlamentar afirmou que existem dúvidas sobre a condução da iniciativa e cobrou mais transparência por parte do Governo do Estado.
“Hoje eu vou levar ao Ministério Público uma ação judicial pedindo uma cautelar, pedindo a suspensão do leilão até que a transparência seja efetiva, que todos nós possamos saber o que está acontecendo”, declarou.
Aledson argumenta que a população e os órgãos de fiscalização precisam ter acesso a mais informações sobre os detalhes da concessão antes da continuidade do processo.
Já na base governista, o deputado Lindolfo Pires saiu em defesa do projeto e sustentou que a parceria com a iniciativa privada é a alternativa encontrada pelo Estado para viabilizar investimentos bilionários sem comprometer áreas essenciais da administração pública.
Segundo o parlamentar, o Governo da Paraíba não teria condições financeiras de realizar sozinho os investimentos previstos para ampliação da infraestrutura de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
“O Estado teria no momento R$ 3 bilhões disponíveis para fazer só essas obras? Claro que não tinha. Ia faltar dinheiro para a saúde, ia faltar dinheiro para a educação, ia faltar dinheiro para a segurança”, afirmou.
Lindolfo explicou que o modelo adotado permite a execução das obras sem desembolso imediato dos cofres estaduais, com pagamento diluído ao longo dos anos por meio da própria operação da Cagepa.
“De forma inteligente, o governo entra com a obra e durante 25 anos você vai ter a oportunidade da própria Cagepa lhe pagar”, justificou.
Fonte 83