Na noite desta sexta-feira, dia 22 de maio, o presidente da Associação dos Policiais Penais da Paraíba (AGEPPEN PB), Wagner Falcão, usou as redes sociais para relatar problemas vividos pela categoria e relatou descumprimento de promessas e acordos feitos pelo ex-governador João Azevedo (PSB).
A queixa maior diz respeito à falta de regulamentação da categoria junto da Lei Orgânica, descaso nas Unidades Prisionais que podem levar a uma situação de caos, como vem sendo registrado em alguns presídios.
Outro fator extremamente preocupante é com relação às mortes de policiais penais. Apenas em 2026, foram 6 mortes, sendo 4 suicídios e 2 entre estes em serviço. De acordo com o presidente, os casos estão ligados ao estresse no trabalho, baixos salários, precariedade, risco de vida e outros fatores.
Durante a transmissão ao vivo, Wagner Falcão relatou todas as dificuldades enfrentadas pela categoria. Ele destacou um registro de rebelião de presos ocorrido em Catolé do Rocha, onde faltou munição para o combate durante o motim, e que a situação tem sido comum em várias unidades prisionais da Paraíba.
Foi relatado por policiais penais os casos de perseguições por parte de gestores e órgãos internos da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado da Paraíba (SEAP). Esse fato vem impedindo a categoria de se manifestar e denunciar fatos ocorridos no trabalho, tais como a atuação de facções criminosas dentro das unidades prisionais que acabam se fortalecendo e mantendo contato com o exterior, dando continuidade aos crimes.
Jozivan Antero – Polêmica Patos