Hugo Motta nega irregularidades e diz não ter relação com empréstimo de R$ 140 mi à cunhada citado por Renan Calheiros

Nota da assessoria rebate acusações sobre favorecimento ao Banco Master; declarações do senador continuam repercutindo em Brasília



Link copiado com sucesso!

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se manifestou por meio de nota oficial após denúncias feitas pelo senador Renan Calheiros envolvendo supostos favorecimentos ao Banco Master. A assessoria do parlamentar afirmou que a emenda citada nas acusações teve origem em acordo partidário e finalidade ambiental, negando qualquer irregularidade ou benefício direcionado.

Segundo a nota, a proposta mencionada por Renan Calheiros não tratava de direcionamento de recursos ao banco, mas sim de medidas voltadas à sustentabilidade, com foco na aplicação de recursos do setor de seguros em crédito de carbono. A defesa também destacou que a matéria foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República.

Confira a nota na íntegra:
“A emenda apresentada à época pelo deputado Hugo Motta foi resultado de um acordo partidário. O objetivo é garantir que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras. A proposta foi aprovada pelas duas Casas do Legislativo e sancionada pelo presidente da República. O presidente não é responsável nem responde por empréstimo feito por empresa na qual não possui qualquer relação societária.”

A manifestação ocorre após Renan Calheiros afirmar, durante a 13ª reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que uma emenda atribuída a Hugo Motta teria beneficiado o Banco Master e que a cunhada do parlamentar teria recebido um empréstimo de R$ 140 milhões da instituição, supostamente sem quitação. O senador classificou o caso como o mais grave entre os fatos recentes em apuração, o que amplia a repercussão política e mantém o tema em evidência no Congresso Nacional.