Em Patos, caminhada das mulheres tem declarações fortes diante do machismo e do feminicídio crescente no Brasil 

A 3ª edição da caminhada da luta pelo fim da violência contra as mulheres aconteceu na manhã desta sexta-feira, dia 06 de março, na cidade de Patos, em alusão ao […]



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A 3ª edição da caminhada da luta pelo fim da violência contra as mulheres aconteceu na manhã desta sexta-feira, dia 06 de março, na cidade de Patos, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado mundialmente no dia 8 de março, e teve momentos de denúncias fortes contra o machismo e o feminicídio que vem crescendo de forma assustadora no Brasil.

A concentração para o ato se deu na Praça do CEPA a partir das 07h00 e a coordenação ficou a cargo da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e Diversidade Humana, Samara Oliveira, que fez a abertura do evento e abriu para falas das representações, onde mulheres e homens puderam se expressar.

Maria Joseny, a Josa, que é presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, fez uma saudação inicial e depois foi seguida de autoridades, entre as quais a representante estadual das delegacias das mulheres, o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, a secretária Municipal da Mulher e da Diversidade Humana de Patos, Jéssica Alexandre, Aline Ana, do Movimento de Mulheres Olga Benário, representante estadual da União Brasileira de Mulheres (UBM), representantes da CECABB, da OAB/Patos, SINFEMP, dentre vários outros e outras.

Durante a caminhada, destaque para a fala indignada da enfermeira da saúde mental Poliana Xavier, que se mostrou revoltada com os crimes de feminicídio e o recente caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, convidada pelo seu ex-namorado para uma emboscada na qual ocorreu o crime. Poliana lamentou que o machismo também tenha se impregnado em muitas mulheres, pois mais de 90% dos comentários nas redes sociais da matéria jornalística, as próprias mulheres ficaram desfavoráveis à vítima.

Diferentemente dos anos anteriores, a caminhada teve espaço mais aberto para falas de homens e mulheres que lutam contra o machismo, denunciam o feminicídio e lutam por uma sociedade de fraternidade, paz e igualdade de gênero em todos os sentidos.

A caminhada percorreu as ruas Solon de Lucena, Epitácio Pessoa e teve seu encerramento na Praça Getúlio Vargas.

Jozivan Antero – Polêmica Patos