Na noite deste sábado (21), a pequena cidade de Tenório viveu momentos de terror e heroísmo.
O que começou como mais um atendimento de ocorrência de violência doméstica terminou em uma cena dramática de incêndio, explosão e um resgate que desafiou o tempo, o medo e as chamas.
De acordo com informações, dois policiais policiais militares — o sargento Cláudio e o soldado Garcia — estavam no local colhendo relatos da vítima quando uma forte explosão ecoou na noite silenciosa.
Em meio ao pânico, a mãe revelou que o filho, um adolescente de 13 anos, autista, dormia sozinho na residência ao lado.
Ao chegarem ao imóvel, os militares se depararam com a casa já tomada pelo fogo.
A porta principal foi arrombada, mas o incêndio avançava de forma violenta, bloqueando o acesso.
A fumaça densa e o calor extremo tornavam cada segundo decisivo.
Foi então que, entre labaredas e estalos da estrutura comprometida, os policiais começaram a gritar pelo nome do adolescente. Do interior da casa, vieram os gritos aflitos.
O som indicava um quarto lateral. Sem hesitação, os militares quebraram uma pequena janela de vidro.
A altura dificultava o acesso, o fogo se espalhava rapidamente e o risco era iminente — mas recuar não era opção.
Num esforço extremo, conseguiram alcançar as mãos do garoto e puxá-lo para fora do imóvel em chamas.
O adolescente sofreu queimaduras pelo corpo, mas foi retirado com vida e encaminhado para atendimento especializado em hospital de referência na cidade de Campina Grande.
Segundo uma fonte ouvida pela reportagem, o responsável pelo incêndio é o padrasto do menino, identificado como Geovane.
Ele teria ateado fogo à residência acreditando que a companheira estivesse dentro do imóvel.
O suspeito, que já protagonizava episódios recorrentes de violência doméstica contra a família, foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia Civil (DPC) de Juazeirinho, onde permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia nas próximas horas.
Portal Heleno Lima