Em Patos, crise de água e problemas na adutora deixam milhares de residências desabastecidas 

O sertão paraibano enfrenta mais uma crise hídrica de grandes proporções, tendo reservatórios colapsados como Barragem da Farinha, Barragem Capoeira e o Açude do Jatobá, na região de Patos. Uma […]



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O sertão paraibano enfrenta mais uma crise hídrica de grandes proporções, tendo reservatórios colapsados como Barragem da Farinha, Barragem Capoeira e o Açude do Jatobá, na região de Patos. Uma situação extremamente crítica em um período chuvoso preocupante em decorrência de chuvas cada vez mais escassas.

A cidade de Patos, bem como dezenas de outras, depende da Adutora Coremas-Sabugi para o abastecimento por meio da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba, Regional das Espinharas (CAGEPA/Espinharas). Nos últimos dias, desde o início do racionamento, os constantes rompimentos dos canos da adutora vêm dificultando o cronograma programado pela companhia.

Em menos de 8 dias, no final de janeiro, os canos da adutora romperam três vezes e os trabalhadores da CAGEPA e da empresa terceirizada foram deslocados para a manutenção e conserto. No distrito de Santa Gertrudes, município de Patos, o cano rompeu na terça-feira, dia 27, uma das moradoras presenciou mais um estouramento.

Na manhã deste sábado, dia 31, a trabalhadora Neomiza Almeida, que reside na Rua Joaquim Amaro, no Bairro Monte Castelo, em Patos, fez um vídeo para mostrar a grave situação enfrentada pela falta de água. Ela relatou à reportagem do Polêmica que a falta de água na localidade tem sido recorrente e o cronograma não vem sendo respeitado.

Jonatha Raulino, gerente da CAGEPA/Espinharas, disse que os rompimentos da adutora são um desafio e requerem deslocamento de equipes, desligamento de equipamentos, maquinário e esvaziamento da rede. Os estouramentos acabam trazendo transtornos à própria CAGEPA e problemas ainda maiores nas residências que não dispõem de grandes caixas de água para suprir o período sem água.

Outro problema tem sido a pouca pressão das torneiras em decorrência da baixa oferta de água. Dessa forma, a água até chega em algumas localidades, porém, não sobe em várias caixas nas residências.

A situação está cada vez pior e o Açude Coremas, de acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA PB), está com pouco mais de 26% da sua capacidade, sendo que o consumo, a perenização do rio e a água dispensada para a adutora Coremas-Sabugi exigem cada vez maior vazão pelo aumento do consumo nas dezenas de cidades.

Mesmo tendo uma situação tão grave, não é surpresa encontrar cidadãos desperdiçando água na cidade de Patos. As lavagens de calçadas e de paredes, regar plantas sem controle, banhos demorados e outras observações estão cada vez mais comuns pela falta de consciência ambiental.

Jozivan Antero – Polêmica Patos