Um vigilante que atua em contratos públicos na Paraíba denunciou ao site Polêmica Patos uma série de irregularidades cometidas pela empresa Kairós, responsável pela prestação de serviços de segurança em diferentes municípios do estado.
A denúncia foi feita sob condição de anonimato, diante do receio de represálias. Segundo o trabalhador, salários e vales-alimentação vêm sendo pagos com atraso recorrente, afetando profissionais que atuam em cidades como Patos, Campina Grande, João Pessoa, Cajazeiras e na região do Vale do Piancó.
De acordo com o relato, contratos ligados à área da educação acumulam atrasos salariais e ao menos três vales-alimentação não pagos. A situação se repete em outros postos, como o da CEASA e o da Polícia Militar no bairro Monte Castelo, em Patos. No caso do contrato da CAGEPA, a empresa teria perdido a concessão após deixar de pagar salários, a segunda parcela do décimo terceiro e benefícios, sendo substituída por outra prestadora, que manteve os vigilantes empregados.
O denunciante afirma ainda que a crise financeira enfrentada pelos trabalhadores tem causado consequências graves. Há relatos de vigilantes que pediram demissão por falta de condições básicas de sobrevivência e informações de que ao menos um profissional teria tirado a própria vida após sofrer forte pressão familiar em razão de dívidas geradas pelos atrasos. Segundo ele, colegas relatam situações de fome e desespero, sem qualquer retorno da empresa ou dos gestores responsáveis pelos contratos.
Diante do cenário, os vigilantes cobram a atuação de órgãos fiscalizadores, como o Ministério do Trabalho, o Ministério Público e demais autoridades competentes. O entrevistado também aponta corresponsabilidade do Governo do Estado, que mantém contratos com a empresa, e pede o encerramento imediato da parceria caso a Kairós não tenha condições de cumprir suas obrigações trabalhistas. Segundo ele, mais de 1.500 vigilantes vinculados à educação aguardam uma solução que garanta o pagamento em dia e o respeito aos direitos básicos da categoria.
A reportagem informa que o espaço permanece aberto para que a empresa Kairós, o Governo do Estado e os demais órgãos citados possam se manifestar sobre as denúncias apresentadas.
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