Em Patos, irmãos se despedem da casa onde viveram suas histórias e memórias com seus pais

Quantas referências afetivas, momentos singelos, marcas profundas podem existir em uma casa onde uma família viveu por vários anos? É difícil descrever em palavras, mas cada um dos irmãos e […]



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Quantas referências afetivas, momentos singelos, marcas profundas podem existir em uma casa onde uma família viveu por vários anos? É difícil descrever em palavras, mas cada um dos irmãos e irmãs sabe o que vivenciaram na Rua Felizardo Leite, 251, centro de Patos, ao lado dos seus saudosos pais.

Cheios de emoções, os irmãos Helder George (professor), Kézia Naara (psicóloga), Keila Suênia (agente de endemias), Genival Júnior (jornalista), Klítia Cimene (professora) e Kilza Salomy (telefonista) posaram para uma foto carregada de simbolismo para se despedirem da residência que agora passa a ter outro proprietário.

A professora Klítia escreveu em sua rede social:

“De tudo que desta vida guardamos, nada se perpetua sem o toque potente do amor. Ele se encarrega de manter em nós os afetos que a memória eterniza, até que a morte, a “indesejada das gentes”, cumpra seu papel dilacerador das presenças físicas. Mas, ainda que ela seja tão eficaz, perde forças em nossas abstrações mais legíveis, porque o amor se faz presente também e, fortemente, na memória dos afetos que habitam em nós. E, assim, afetuosamente, nos despedimos da casa do nosso amor maior, carregando na saudade mansa que reside em nossa memória, tudo que vivemos nessa casinha pequena,  capaz de abrigar gente tão grande, porque tão intensamente amorosa. Aos nossos pais, referências de amor e amizade, nossa gratidão eterna, por tão gigantes exemplos de vida, de dedicação e de humanidade. À Felizardo Leite, nosso abraço saudoso!

… porque,  sentimos coisas boas dentro de nós, “uma certeza boa de que nem tudo se perde na confusão da vida e que, uma vaga, mas imperecível ternura, é o prêmio dos que muito souberam amar.”.

Jozivan Antero – Polêmica Patos