Vigilantes denunciam atrasos salariais e irregularidades em empresa que presta serviço ao Estado da Paraíba

Trabalhadores afirmam que mais de quatro mil famílias são afetadas por falta de pagamentos e cobram providências do Governo do Estado e órgãos fiscalizadores



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Vigilantes que atuam em diversos órgãos públicos da Paraíba denunciaram uma série de irregularidades trabalhistas atribuídas à empresa de segurança Kairós, responsável pela prestação de serviços ao Governo do Estado. O relato foi feito por um trabalhador que preferiu não se identificar, por medo de represálias.

De acordo com a denúncia, profissionais lotados em postos como escolas estaduais, CAGEPA, Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Secretaria de Segurança, Rodoshop e CEASA estariam enfrentando atrasos recorrentes de salários, além da não regularização de benefícios obrigatórios, como vale-alimentação, décimo terceiro salário, férias e depósitos do FGTS.

Ainda segundo os vigilantes, a situação se arrasta há mais de quatro anos, sem que haja soluções efetivas. “Os trabalhadores se sentem abandonados. A empresa não apresenta justificativas e, conforme o relato, sequer responde aos responsáveis pelos contratos firmados com o Estado”, afirma a denúncia.

O grupo estima que mais de quatro mil famílias estejam sendo diretamente impactadas pelas irregularidades, enfrentando dificuldades financeiras enquanto aguardam uma resposta concreta das autoridades competentes.

Diante do cenário, os vigilantes fazem um apelo ao Governador do Estado da Paraíba para que intervenha na situação, solicitando a rescisão do contrato com a empresa Kairós e a contratação de uma nova empresa que assegure o cumprimento dos direitos trabalhistas.

Os trabalhadores também pedem a atuação do Ministério do Trabalho, diante do volume de denúncias e supostas irregularidades, e defendem que a Polícia Federal instaure uma investigação rigorosa para apurar possíveis ilegalidades cometidas pela empresa.

Por fim, o relato aponta que a categoria avalia a adoção de medidas mais firmes, incluindo a não assunção de postos de serviço, caso a situação não seja normalizada. Para os vigilantes, somente uma mobilização coletiva poderá chamar a atenção das autoridades para a gravidade do problema enfrentado pela categoria no estado.