Família com transtorno mental vive drama social e de vulnerabilidade na cidade de Patos

As condições socioeconômicas em que vivem milhões de famílias no Brasil podem definir a sua qualidade de vida e a saúde física e mental. Em Patos, a família da senhora […]



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As condições socioeconômicas em que vivem milhões de famílias no Brasil podem definir a sua qualidade de vida e a saúde física e mental. Em Patos, a família da senhora Francisca Araújo é o retrato mais fiel dessa dura realidade, que se agravou quando o seu filho, Antônio Ricardo, de 14 anos, foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A reportagem do Polêmica esteve na casa simples onde residem Francisca, seu filho Antônio Ricardo e o seu esposo Pedro. O pai do adolescente abandonou a família há alguns anos e foi embora do Estado da Paraíba. Desde então, Francisca cuida do seu filho e tem a companhia de Pedro.

Toda a família é atendida pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), órgão da Secretaria de Saúde do Município de Patos. Francisca, que cuida do filho, sofre também com transtornos mentais e toma medicação de uso contínuo. O seu esposo, Pedro, também, mas o drama maior é vivido por Antônio Ricardo diante do grau do TEA.

Nesta segunda-feira, dia 15 de dezembro, entrevistamos Francisca em sua residência. Chegamos até a família por meio de pedido de ajuda em decorrência de Antônio Ricardo que se recusava a ir ao médico ao enfrentar constipação por mais de uma semana. O adolescente se comunica pouco e, por vezes, é agressivo e de comunicação baixa.

A mãe descobriu que o filho, viciado em celular e que vem assistindo vídeos e tendo acesso a conteúdos nocivos à saúde mental, está falando em morte e suicídio. Os conteúdos que o adolescente vem assistindo o incentivam a praticar danos físicos a ele e a outras pessoas do seu convívio. A mãe está tentando limitar o acesso do filho ao smartphone, mas teme que ele fique ainda mais agressivo.

Desesperada, a senhora Francisca relatou que vai levar o caso ao CAPS e buscar ainda mais ajuda diante da situação vivida com seu filho. Ela disse que a medicação receitada para o garoto não vem sendo cumprida como se deveria, pois ele se recusa a tomar e a regularidade está prejudicada. 

Contando com uma rede de apoio familiar fragilizada e dependendo apenas do poder público, Francisca também tem dificuldade de resolver problemas burocráticos devido à sua condição de saúde mental. A reportagem do Polêmica fez encaminhamentos e contou com a solidariedade da diretora do Hospital Infantil Noaldo Leite, Isabella Cristina, e do gerente da 6ª Gerência Regional de Saúde (6ª GRS), José Francisco, o Zeca.

Ouça o relato de Francisca Araújo:

Jozivan Antero – Polêmica Patos