Garis denunciam que estão coletando restos de material de construção e colocando nos caminhões compactadores, em Patos

São pouco mais de 50 trabalhadores para dar conta da varrição, coleta de lixo nas residências e manter a cidade de Patos limpa. A empresa MB Limpeza, contratada pela Prefeitura […]



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São pouco mais de 50 trabalhadores para dar conta da varrição, coleta de lixo nas residências e manter a cidade de Patos limpa. A empresa MB Limpeza, contratada pela Prefeitura Municipal de Patos, tem apenas três caminhões compactadores para realizar os serviços.

Para se ter uma ideia, a cidade de Cajazeiras, no alto sertão paraibano, com pouco mais de 66 mil habitantes, tem quase 80 garis realizando os serviços de limpeza urbana. Patos, com mais de 100 mil habitantes e com as complexidades de seus bairros e o distrito de Santa Gertrudes, tem bem menos trabalhadores no dia a dia.

Nesta quarta-feira, dia 19 de novembro, Radamés Cândido, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana da Paraíba (SINDLIMP PB), o popular sindicato dos garis, fez participação no Programa Polêmica, na Rádio Espinharas FM, e disse que vem recebendo denúncias dos garis de Patos diante da coleta de lixo.

Os garis denunciam que vêm fazendo coleta de restos de material de construção e colocando dentro dos caminhões compactadores. O esforço tem sido sobrecomum e é um desvio da função do gari, que deveria apenas recolher resíduos sólidos das residências, comércio e prédios.

A reportagem recebeu informações de que os garis são pressionados para coletar o material de construção e não reclamar de nada, pois correm o risco de demissão sumária. “Os caminhões estão superpesados devido aos restos de material de construção. Pode ter a ver com a prefeitura pagar por toneladas de lixo, mas resto de material de construção não é lixo e a gente é quem tem se desgastado demais para recolher sem condições para isso devido à nossa tarefa que já é desgastante demais”, relatou um gari.

Radamés confirmou as denúncias e disse que está vindo a Patos para uma ação com os garis diante dos fatos levantados pelo sindicato. Ele comentou que a empresa pode fazer coleta de restos de material de construção, mas não como vêm relatando os garis, pois se faz necessário máquinas, outros equipamentos e equipes.

Ouça o relato de Radamés:

Jozivan Antero – Polêmica Patos