A mãe, o filho doente e um pedido de ajuda por mais dignidade na cidade de Patos

Há cerca de três anos, o jovem universitário Pedro Torres Ferreira Moreira Montenegro, de 31 anos, mudava drasticamente a sua trajetória de vida daquele que buscava, por meio da educação, […]



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Há cerca de três anos, o jovem universitário Pedro Torres Ferreira Moreira Montenegro, de 31 anos, mudava drasticamente a sua trajetória de vida daquele que buscava, por meio da educação, dias melhores para ele e sua família. Atualmente, Pedro está acamado e depende de sua mãe para tudo! Tudo mesmo!

Era um dia comum para Pedro, que se organizava para as atividades da Universidade Federal de Campina Grande, Campus Patos (UFCG/Patos), onde ele cursava Engenharia Florestal, mas, sem motivo algum, Pedro caiu e não conseguiu se levantar desde então. Começava ali um drama, a busca por respostas e posteriormente, após inúmeros exames, a descoberta da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores, causando fraqueza e atrofia muscular. A doença é caracterizada pela perda gradual das habilidades motoras, como andar, falar, mastigar e, eventualmente, respirar. A enfermidade não tira a capacidade de raciocínio e memória e isso tem deixado Pedro com crises emocionais fortes ao perceber toda a situação que o cerca.

Na tarde deste domingo, dia 16 de novembro, a reportagem do Polêmica Patos esteve na Rua Augusto dos Anjos, 259, Bairro Santo Antônio, em Patos, onde moram Pedro e sua mãe, Maria José Ferreira, de 57 anos, que encontrou forças para expor a situação e pedir ajuda à sociedade.

Maria José contou sua rotina. A mãe residia em Passagem, na região metropolitana de Patos, mas teve que se mudar para Patos devido à busca por dias melhores para os filhos que precisavam avançar os estudos após terminar o ensino médio. Os filhos Pedro e Luís sempre foram estudiosos e relataram o desejo de ingressar no ensino superior, que não tinha na cidade onde moravam.

Antes de Pedro adoecer, Maria fazia a renda em serviços domésticos em casas na cidade de Patos. Nas residências, ela fazia faxinas e cozinhava, bem como costurava. O marido se separou da família por motivos de foro íntimo e desde então Maria assumiu a criação dos seus filhos, sendo que Luís reside ainda em Passagem e estuda em Patos.

Em decorrência da doença, Pedro recebe um Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo. Com esse recurso, a mãe paga aluguel, água, luz, internet, alimentos, medicação e demais necessidades essenciais para a família, mas o dinheiro é insuficiente para garantir itens que ofereçam o conforto básico, tais como uma cadeira de banho adequada, colchão apropriado para evitar feridas, exames, alimentação, dentre outros.

Aqueles e aquelas que puderem ajudar de alguma forma podem fazer contato com Maria José pelo telefone WhatsApp 83 98120-0675.

Ouça a entrevista com Maria José: