O Brasil tem vivido uma contradição que não é tão difícil de explicar quando se entende nas mãos de quem está a distribuição de energia elétrica após as privatizações do setor. Nos últimos 10 anos, de acordo com relatórios oficiais, a energia elétrica ficou 45% acima da inflação e o aumento nos preços impactou ainda mais o custo de vida das famílias.
Enquanto o preço sobe, a oferta de energia elétrica bate recordes de produção, principalmente na geração fotovoltaica, a popular energia solar, e a eólica, vinda da força dos ventos em grandes parques instalados, com destaque para o Nordeste.
Enquanto o consumidor paga cada vez mais caro e tem buscado economizar energia, os lucros das empresas são cada vez mais satisfatórios, como por exemplo, a Energisa na Paraíba, que teve um lucro líquido consolidado de 4,6 bilhões de reais apenas em 2024. A empresa privada tem o monopólio da distribuição no estado e vive seu melhor momento na lucratividade.
Para se ter uma ideia do quanto se tem produzido energia elétrica além das hidrelétricas, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) do Brasil tem determinado o corte forçado na geração de energia eólica, pois a geração em abundância tem provocado sobrecarga no sistema.
Com a entrega das empresas antes estatais ao setor privado, o preço da energia elétrica sobe e o povo é quem paga a conta mais cara sem poder usufruir da abundância da oferta no mercado. Os eletrodomésticos e eletroeletrônicos estão com preços considerados razoáveis, mas o valor que se paga para manter um ar-condicionado ligado durante algumas horas, faz com que, mesmo no calor, o trabalhador reveja o uso do aparelho tão importante.
Para piorar a situação, o Governo Bolsonaro privatizou a Eletrobras em 2022. A estatal foi vendida por pouco mais de 33 bilhões de reais e especialistas consideram a venda um dos grandes erros do governo. Bolsonaro também desmantelou a Petrobras e grande parte da empresa pertence ao capital privado, e houve venda de refinarias importantes que pertenciam à estatal.
Sem uma discussão mais profunda com a sociedade, a entrega de empresas estratégicas para a soberania nacional e o bem-estar do povo brasileiro tem causado prejuízos ao Brasil, mas garantido grandes lucros para os compradores.
Jozivan Antero – Polêmica Patos
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