Em Patos, ato do 31º Grito dos Excluídos/Excluídas convoca a humanidade para lutar por justiça social 

Fazendo reflexões sobre a necessidade de compreender o momento sócio-cultural-econômico e político no Brasil e no mundo, buscando lutar por justiça social, aconteceu na manhã deste sábado, dia 06 de […]



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Fazendo reflexões sobre a necessidade de compreender o momento sócio-cultural-econômico e político no Brasil e no mundo, buscando lutar por justiça social, aconteceu na manhã deste sábado, dia 06 de setembro, na Praça Cícero Supino, no centro de Patos, o ato alusivo às atividades do 31º Grito dos Excluídos/Excluídas.

O ato foi promovido por movimentos sociais, partidos políticos, pastorais da Igreja Católica e por cidadãos apoiadores e ocorre simultaneamente com o plebiscito popular nacional que a consulta sobre a redução da jornada de trabalho e a justiça tributária, temas que despertam a discussão na sociedade e que vem sendo ignorados pelo Congresso Nacional.

A votação, que tem acontecido por meio eletrônico e de forma convencional, tem recebido forte adesão popular e já é uma das maiores de todos os tempos em números de votantes. Em todas as ações do Grito dos Excluídos/Excluídas, urnas estão sendo disponibilizadas.

Além das falas do Bispo Dom Eraldo, Bispo Diocesano de Patos, dos padres Sebastião e João, de professores, poetas, historiadores, representantes religiosos, presidentes de conselhos e militantes sociais, o 31º Grito dos Excluídos/Excluídas ouviu pessoas do próprio povo, que relataram sobre temas como racismo, preconceito, necessidade de justiça social e da reforma agrária como meio para garantir o direito à terra para plantar. 

Em um dos momentos do ato, o Bispo Dom Eraldo se desculpou por ações de alguns representantes da igreja católica que não respeitam as demais religiões, têm atos de racismo e até preconceito. O bispo destacou que essa não é sua orientação e que respeitar os outros é um dever cristão.

O momento atual em que se vive a humanidade, onde existem pessoas multibilionárias, guerras unilaterais, ameaça a natureza a vida na terra de forma em geral, miséria, dor e sofrimento, se faz necessário discutir alternativas para existir paz social e a própria humanidade não sucumba diante do seu progresso desigual e a ganância desenfreada.

O Grito dos Excluídos/Excluídas não é apenas uma contraposição ao sete de setembro, onde existem comemorações pela independência do Brasil, mas sim procura fazer um chamamento para se refletir sobre o mundo que temos e aquele que almejamos onde exista amor, paz, liberdade, trabalho digno, educação, saúde, moradia, cultura, arte e igualdade social, todos os itens necessários para se viver na casa comum: o planeta terra.

Jozivan Antero – Polêmica Patos